A experiência de um curso de literatura universal no ensino médio
Resumo
O artigo discute a concepção do curso “Literatura Universal dos Últimos Trezentos Anos”, ministrado entre 2005 e 2009 para alunos do ensino médio do então CEFET-SP, atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). Serviram como concepções metodológicas, inicialmente, certos postulados teóricos de Satre e Merleau-Ponty, que foram articulados à experiência prática e à fundamentação teórica dos autores deste artigo, bem como às ideias e concepções de ensaísticas de diversas matrizes, em alguns pontos até aparentemente antagônicas, mas que produziram práticas dialógicas inesperadamente novas, fundadoras e relevantes, como as dos diálogos que se estabeleceram entre as obras de Mikhail Bakhtin, Eric Auerbach, Roland Barthes, Ezra Pound, Haroldo de Campos, Antônio Cândido, Ricardo Piglia e Ítalo Calvino. O curso, em razão de sua abertura, possibilitou na prática a ampliação de repertório e de bagagem cultural, a incorporação estilística e de procedimentos redacionais criativos de alunos com produção textual e/ou analítica promissora, a produção de intertextualidades e a discussão do cânone sob várias perspectivas.
Palavras-chave
Ensino de Literatura; Ampliação de Repertório; Incorporação Estilística.
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