Suicídio no Idoso – O Antecipar da Morte

Bárbara Pedrosa, Ricardo Duque, Rui Martins

Resumo


Introdução: Os  pensamentos  de  morte  são fenómenos comuns nos idosos, verificando-se que em diversos países o maior grupo de risco para o suicídio corresponde a essa faixa etária. Para além da maior letalidade das tentativas de suicídio nos idosos, estes passam mais provavelmente ao acto, concretizando assim o suicídio. Reconhecem-se que são vários os factores que contribuem para o desenvolvimento de ideação suicida.

Objectivos: A presente revisão visa analisar as características, os factores de risco e os programas de prevenção relacionados com o suicídio no idoso, de modo a alertar os vários técnicos de saúde para esta situação.

Métodos: Foi  realizada  uma  revisão  bibliográfica no PubMed, utilizando as expressões “elderly”, “aging” e “suicide”. Foram ainda consultados relatórios das Nações Unidas e livro de texto.

Resultados: O suicídio nos idosos apresenta uma etiologia multifactorial. Verifica-se que 46 a 86 % dos idosos que morrem por suicídio apresentavam perturbação afectiva nas semanas  precedentes,  nomeadamente  depressão. Outros factores associados são um nível de escolaridade elevado, sexo masculino, ansiedade, características de personalidade obsessivas, fraca integração do idoso na sociedade, eventos adversos de vida, nomeadamente a morte do conjugue, e ainda, a presença de doença física ou disfunção neurocognitiva.

Conclusões: Os programas de prevenção do suicídio no idoso não se devem focar apenas na presença de depressão, devendo ter em conta todos os factores discutidos, promovendo o aumento da resiliência do idoso, o envelhecimento positivo e o envolvimento da família e comunidade, além do controlo das comorbilidades médicas.

Palavras-chave


Idoso; Suicídio; Factores de Risco; Envelhecimento

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