Polidactilia em recém-nascido com Síndrome de DiGeorge

  • Andreia Francisco Serviço de cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Cruz, CHLO, EPE
  • Ana M. Teixeira Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Cruz, CHLO
  • Isabel Gaspar Consulta de Cadiogenética do Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Cruz, CHLO
  • Rui Anjos Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Cruz, CHLO, EPE

Abstract

O Síndrome de DiGeorge/síndrome da delecção 22q11.2 1,2 é caracterizado por um largo espectro de anomalias que incluem cardiopatia congénita, insuficiência velo-faríngea, imunodeficiência primária, alterações endócrinas, dificuldade de aprendizagem, alterações psiquiátricas e anomalias faciais minor,3.  A polidactilia é uma anomalia  rara neste síndrome4,5, não havendo descritos casos de polidactilia pós-axial em três membros.

Apresentamos o caso de uma recém nascida prematura (35 semanas) com baixo peso ao nascer, filha de pais jovens não consanguíneos com diagnóstico de sopro cardíaco no primeiro dia de vida. A face apresentava fissuras palpebrais pequenas, filtro curto, boca pequena, micrognatismo e pavilhões auriculares com baixa implantação. Adicionalmente tinha polidactilia pós-axial bilateral dos membros superiores e polidactilia do membro inferior esquerdo (figuras 1 e 2). O ecocardiograma transtorácico mostrou interrupção do arco aórtico do tipo B com comunicação interventricular e um canal arterial patente. A telerradiografia de tórax era sugestiva de timo hipoplásico, confirmado cirurgicamente. A análise cromossómica dos linfócitos do sangue periférico revelou um cariótipo 46,XX e a hibridização in situ por fluorescência (FISH) demonstrou a presença da microdelecção 22q11.2.

Os autores alertam para a possibilidade da polidactilia associada a doença cardíaca conotruncal poder fazer parte do espectro  do Síndrome de DiGeorge/ delecção 22q11.2.

 

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Published
2013-01-05
Section
Images in Pediatrics