Afro-universalista? Composições de forças e intensidades em um terreiro de Umbanda em Belo Horizonte (Brasil)

Autores

Palavras-chave:

multiplicidade religiosa, religiões de matriz africana, teorias etnográficas do contrassincretismo

Resumo

O presente trabalho é fruto de uma pesquisa etnográfica de cerca de sete anos com um terreiro de Umbanda Esotérica na cidade de Belo Horizonte. Ser umbandista, nesse contexto, passa pela habilidade de compor com diferentes forças e seres e criar pontes entre saberes exotéricos, com “x”, e, esotéricos com “s”, ou seja, entre ciência, religião, hermetismo, oráculos… Não se é apenas universalista no geral nem de modo universalizante ou totalizante, mas afro-universalista, sem se esquecer das diferenças relacionais e de seu pertencimento umbandista. Assim, os vínculos são de parentesco ancestral, ativando linhas de força biográfica a cada encontro e mostrando o quanto o terreiro, a mediunidade e corpo são territórios mediadores dessas relações. Essa é uma categoria que emerge e é mobilizada para pensar diferenças como intensidades diversas e nômades.

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Publicado

01-03-2026

Como Citar

Zacarias França, B. (2026). Afro-universalista? Composições de forças e intensidades em um terreiro de Umbanda em Belo Horizonte (Brasil). Etnográfica, 30(1), 117–137. Obtido de https://revistas.rcaap.pt/etnografica/article/view/46088

Edição

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Artigos