https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/issue/feed Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia 2020-06-16T11:29:57+01:00 Amândio Rocha Sousa editor.oftalmologia@gmail.com Open Journal Systems A revista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia foi criada em 1976, adquirindo a designação actual de Oftalmologia em 2001. Publica trimestralmente, de forma prioritária trabalhos de investigação básica e clínica, como artigos originais e de revisão https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/20374 Nota Editorial 2020-06-16T11:29:52+01:00 Amandio Rocha Sousa editor.oftalmologia@gmail.com 2020-06-16T11:27:09+01:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/20373 Editorial 2020-06-16T11:29:53+01:00 Fernando Falcão-Reis falcaor@med.up.pt 2020-06-16T11:08:30+01:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/20008 RETOMA DE ATIVIDADES ELETIVAS EM OFTALMOLOGIA: RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA MÉDICA E CIRURGICA 2020-06-16T11:29:53+01:00 Augusto Magalhaes augustomagalhaes@sapo.pt <p>..</p> 2020-06-16T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/10224 Comparação entre diferentes formulações de Neurotoxina Botulínica A no tratamento da endotropia 2020-06-16T11:29:54+01:00 Diogo Reis Cabral dgrcabral@gmail.com <p><strong><span style="font-size: medium;">OBJECTIVOS</span></strong><span style="font-size: medium;">: Comparar a resposta motora e os efeitos adversos das formulações onatoxina e incotoxina em doentes com endotropia.</span></p><p><strong><span style="font-size: medium;">MATERIAL E MÉTODOS</span></strong><span style="font-size: medium;">: Estudo unicêntrico, longitudinal com análise de processos de doentes com o diagnóstico de endotropia e tratamento com Neurotoxina Botulínica A como primeira linha entre julho de 2006 e julho de 2015. Dados: tipo de toxina; ângulo do desvio; tipo de desvio; idade de injeção; equivalente esférico; 1ª vez vs subsequente e ptose temporária. Foi realizada análise estatística com investigação da associação entre as variáveis de interesse (análise univariada e multivariada).</span></p><p><strong><span style="font-size: medium;">RESULTADOS</span></strong><span style="font-size: medium;">: Estudados 180 doentes, totalizando 231 injeções (161 de onatoxina e 70 de incotoxina). O desvio médio ao perto e ao longe não diferiu nos grupos injetados com onatoxina ou incotoxina aos seis ou doze meses (p &gt; 0,05) mas difere aos trinta dias (IC</span><sub><span style="font-size: small;">95%</span></sub><span style="font-size: medium;"> = -14.4 ± 3,14, p &lt; 0,01). Aos trinta dias após a injeção, a formulação ONA está associada a hipercorreção do desvio para perto (β= - 5.43, IC</span><sub><span style="font-size: small;">95%</span></sub><span style="font-size: medium;"> = [-10.86, -0,00], p=0.05) e para longe (β=-4.40, IC</span><sub><span style="font-size: small;">95%</span></sub><span style="font-size: medium;"> = [-9.52, 0.73], p=0,09). No grupo onatoxina verificou-se maior frequência de ptose temporária associada a um risco relativo de 2,34 (IC</span><sub><span style="font-size: small;">95%</span></sub><span style="font-size: medium;"> = [1.16, 4,71], p = 0,02). </span></p><p><strong><span style="font-size: medium;">CONCLUSÕES</span></strong><span style="font-size: medium;">: O tipo de neurotoxina botulínica A injetado não influencia a resposta motora aos seis ou doze meses após a injeção. A formulação onatoxina está associada a hipercorreção aos trinta dias após a injeção e apresenta maior frequência de efeitos adversos locais temporários.</span></p> 2020-01-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/17210 Rastreio de Saúde Visual Infantil – Dados do 1º ano de rastreio no Hospital Pedro Hispano 2020-06-16T11:29:54+01:00 Sara Pereira salves_gp@hotmail.com <p><strong>Introdução e Objetivos:</strong> A ambliopia corresponde à principal causa de perda visual monocular entre os 20 e os 70 anos, sendo um reconhecido problema de saúde pública. A deteção e o tratamento precoces são fundamentais na sua prevenção. Neste trabalho pretende-se analisar os dados referentes ao primeiro ano de Rastreio de Saúde Visual (RSVI) no Hospital Pedro Hispano.</p> <p><strong>Materiais e Métodos:</strong> Foram incluídas todas as crianças do RSVI referenciadas à consulta de Oftalmologia Pediátrica e que realizaram esquiascopia sob cicloplegia entre Novembro de 2017 e 15 de Agosto de 2018. A análise de dados foi realizada com recurso ao SPSS Statistics 25.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Das 185 crianças incluídas, foram prescritos óculos em 74 casos (40%); das restantes 111 crianças, 61 (33%) continuam em vigilância em consulta e apenas 50 (27%) foram consideradas sem patologia e sem indicação para seguimento.&nbsp; Os principais motivos para a prescrição de óculos foram o astigmatismo misto (55,4%) e a anisometropia (28,4%). Verificou-se a existência de uma correlação forte entre os resultados obtidos com o Plusoptix e a esquiascopia para o valor da esfera, cilindro e equivalente esférico (r=0,78;0,81;0,81 respetivamente).</p> <p><strong>Conclusão:</strong> Os resultados obtidos evidenciam o impacto do RSVI na deteção de fatores de risco ambliogénicos e validam a fotorrefração com o Plusoptix como um bom método de rastreio nesta faixa etária.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong></p> <p>Fotorrefração, Plusoptix, Ambliopia, Esquiascopia; Rastreio Visual</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> 2020-01-24T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/17608 Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty (DMEK): dois anos de experiência no Centro Hospitalar Universitário de São João 2020-06-16T11:29:55+01:00 Sónia Torres Costa sonia.torres.costa@gmail.com João Pinheiro Costa joaopinh@hotmail.com Luís Torrão ltorrao@gmail.com Raúl Moreira rauljamobil@gmail.com <p>Objetivo: Avaliar os resultados dos primeiros dois anos de DMEK no Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ).</p> <p>Métodos: Análise retrospetiva dos doentes submetidos a DMEK. A melhor acuidade visual corrigida (MAVC) e a contagem de células endoteliais foram avaliadas no período pré e pós-operatório.</p> <p>Resultados: O DMEK foi realizado em 24 olhos (23 doentes), sendo 12 doentes do sexo feminino. A média de idades aquando da cirurgia foi de 69,1 (41 a 86) anos. Dos 24 olhos incluídos, 14 apresentavam distrofia endotelial de Fuchs, 8 queratopatia bolhosa, 1 falência prévia de enxerto e 1 síndrome iridocorneoendotelial. Considerando os casos com, pelo menos,1 ano de seguimento, a mediana da MAVC melhorou significativamente de 0,2 para 0,6 (0,2 para 1,0; p=0,003 Wilcoxon Test). Três casos apresentaram falência de enxerto no primeiro mês pós-operatório (2 queratopatias bolhosas e 1 descolamento do enxerto na região central), necessitando da realização de um novo transplante (1 DSAEK e 2 DMEK).</p> <p>A média de seguimento dos doentes foi de 12,6 (1 a 25) meses. A média da contagem de células endoteliais do enxerto dador foi de 2538 (2001 a 2996) cél/mm<sup>2</sup>. A média da contagem endotelial no primeiro ano pós-transplante foi de 1225,8 (381 a 1875) cél/mm<sup>2</sup>, com uma perda percentual de células endoteliais de 45,1%.</p> <p>Não foram descritas complicações intraoperatórias nem perda de tecido durante a preparação do enxerto.</p> <p>Conclusão: O DMEK pode oferecer uma melhoria significativa da acuidade visual e parece ser um método seguro e eficaz no tratamento de patologia endotelial da córnea.</p> 2020-06-16T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/19335 Epithelial downgrowth after clear corneal phacoemulsification 2020-06-16T11:29:56+01:00 Carla Dias Fernandes caludiasfernandes@gmail.com Carolina Bruxelas carolina.bruxelas@gmail.com Pedro Silva pedroandradesilva89@gmail.com Maria Sara Patrício msarapatricio@gmail.com Pedro Simões pedro.santana.simoes@gmail.com <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>O objetivo deste artigo é descrever um caso clínico de <em>downgrowth </em>epitelial após facoemulsificação através de incisões em córnea clara.</p> <p><strong>Materiais e Métodos</strong></p> <p>Os autores descrevem um caso clínico de um homem de 79 anos submetido a facoemulsifição no olho esquerdo, através de incisão corneana de 2.75mm com implante de lente intra-ocular (LIO). A cirurgia decorreu sem intercorrências, excetuando</p> <p>uma síndrome de íris flácida (SIF) intra-operatória que causou encarceramento mínimo da íris. Nas consultas de pós-operatório do dia 1 e 7 não se detetaram quaisquer anomalias exceto encarceramento mínimo da íris. Na consulta de 1 mês de pós-operatório detetou-se um crescimento difuso de epitélio em relação com a porta de entrada e com a íris encarcerada. O doente estava assintomático, a sua melhor acuidade visual corrigida (MAVC) era 7/10 e a pressão intra-ocular (PIO) era 16mmHg. Não se detetou inflamação intra-ocular. Foi presumido um diagnóstico clínico de <em>downgrowth </em>epitelial que posteriormente foi suportado por tomografia ótica de segmento anterior, microscopia especular e topografia da córnea.&nbsp;</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>Aos 5 meses de <em>follow-up </em>o doente mantém-se assintomático, sem evidência de propagação do <em>downgrowth </em>epitelial, apesar do encarceramento da íris. A MAVC e PIO mantêm-se estáveis, 7/10 e 16mmHg, respetivamente, o olho mantém-se sem sinais de inflamação.</p> <p><strong>Discussão</strong></p> <p>As condições que predispõe à invasão do epitélio para a câmara anterior incluem múltiplas cirurgias intra-oculares, atraso ou cicatrização incompleta, encarceramento da íris e implantação das células epiteliais com os instrumentos. Ainda não se conhece totalmente a fisiopatologia desta condição. Os <em>outcomes </em>dos tratamentos disponíveis são variáveis e geralmente insatisfatórios, não havendo <em>guidelines. </em>Neste caso em particular o principal fator de risco identificado foi o SIF que levou ao encarceramento da íris.</p> <p><strong>Conclusões</strong></p> <p>Apesar do prognóstico desta patologia ser normalmente mau, aos 5 meses de <em>follow-up </em>o doente mantém-se assintomático, sem evidência de propagação do <em>downgrowth </em>epitelial.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: invasão epitelial, facoemulsificação, síndrome da íris flácida</p> 2020-06-16T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/19162 RE Neuropatia óptica isquémica anterior não arterítica: do perfil do doente à eficácia da corticoterapia – estudo retrospetivo 2020-06-16T11:29:56+01:00 António Campos antoniocamposfigueiredo@gmail.com <p>Caro Editor,</p> <p>Gostaria de fazer alguns comentários ao interessante artigo de Costa ST <em>et al.</em>, “Neuropatia isquémica anterior (NOIA)…” publicada na Oftalmologia julho-setembro, 43 (3), 25-31, onde se conclui que os esteroides não foram úteis no tratamento da NOIA e que a sua utilização em prática clínica no tratamento da NOIA é de difícil justificação.</p> <p>1 – Na apresentação apenas 18,2% dos doentes tinham alterações dos campos visuais e 34,8% defeito pupilar aferente relativo (DPAR). Estes números são bastante inferiores aos descritos por Hayreth em que 38% possuiam ligeiros a moderados deficits campimétricos e 43% deficits graves.<sup>1</sup></p> <p>2 – Não foram feitos comentários sobre se os esteroides foram efetuados antes ou após 2 semanas do evento primário. Como se sabe, os processos de apoptose são iniciais e o prognóstico pode envolver este parâmetro.<sup>1</sup> Por outro lado, pode não ser indiferente ter utilizado uma megadose seguida de “desmame” ou apenas uma baixa dose oral contínua, porque como refere Hayreh, o melhor método será “atacar em força no início e depois afrouxar”.<sup>2</sup></p> <p>3 – Os três grupos comparativos foram constituídos por amostras pequenas e desequilibradas quanto ao número. Isso implica que as diferenças na acuidade visual (AV) para serem estatisticamente significativas numa comparação a três teriam que ter uma magnitude considerável. O método escolhido tende a subvalorizar pequenos ganhos. Não teria sido preferível ter calculado uma odds ratio para cada um dos grupos, calculado para o valor tendência de uma recuperação para números significativamente altos extrapolados dos valores obtidos? Um procedimento adaptado do princípio utilizado para eventos raros, como as endoftalmites.<sup>3</sup> Ou, caso não fosse possível, utilizar apenas dois grupos, <em>i.e</em>., esteroides <em>versus </em>não esteroides? Por outro lado, utilizou-se o critério de mediana da AV e não a média. A mediana fornece-nos um critério de identificação melhor para a amostra, uma vez que não é desviada, como a média, pelos valores extremos (outliers). No entanto, tende a não valorizar a variação que acontece nesses valores extremos e isso pode ter importância clínica, embora não possua importância estatística.</p> <p>4 – A polémica continua entre os diferentes grupos representativos que estudam esta entidade<sup>4 </sup>e motivou uma “Editor’s choice” na AAO (<a href="https://www.aao.org/editors-choice/are-steroids-effective-in-nonarteritic-anterior-is">https://www.aao.org/editors-choice/are-steroids-effective-in-nonarteritic-anterior-is</a>), em que muito justamente se refere que neste momento nada mais há para diminuir os processos de apoptose que os esteroides, embora os inibidores das caspases possam eventualmente abrir novas possibilidades.</p> <p>Concluindo, a utilização ou não utilização de esteroides na NOIA parecem opções legítimas, embora exista evidência de que a utilização de esteroides antes de decorrerem duas semanas da apresentação pode ser benéfica em alguns casos. Adicionalmente, o prognóstico envolve recuperação dos campos visuais e não apenas da AV.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> 2020-05-04T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia https://revistas.rcaap.pt:443/index.php/oftalmologia/article/view/19670 Resposta do Autor - Neuropatia óptica isquémica anterior não arterítica: do perfil do doente à eficácia da corticoterapia – estudo retrospetivo 2020-06-16T11:29:57+01:00 Sónia Torres Costa sonia.torres.costa@gmail.com Olinda Faria olindafaria@gmail.com Fernando Falcão-Reis falcaor@med.up.pt <p>Caro Editor,<br>Gostaríamos de agradecer o interesse no nosso trabalho, no qual, retrospetivamente, descrevemos o perfil dos doentes com neuropatia óptica isquémica não arterítica (NOIA-NA) e o impacto da corticoterapia oral na AV destes doentes. &nbsp;O nosso estudo representa uma análise retrospetiva baseada em dados do “mundo real”, motivo pelo qual, está associado a muitos vieses que não podem ser controlados como é possível nos ensaios clínicos. &nbsp;No entanto, apesar de todas as limitações inerentes, estes estudos são uma base importante para a realização de ensaios clínicos controlados e, por isso, a sua importância na prática clínica diária não deve ser desvalorizada.No nosso estudo, a presença de DPAR foi identificada em 34,8%. Em 15,2% doentes, os reflexos pupilares eram normais. Como foi referido, pela natureza retrospetiva do estudo, em 33 casos, os registos clínicos não permitiram concluir sobre a pesquisa e respectiva normalidade dos reflexos pupilares. &nbsp;Foram identificados defeitos campimétricos em apenas 18,2% dos doentes. Este resultado refere-se à noção subjetiva de perda de campo visual descrita pelos doentes aquando da avaliação inicial no serviço de urgência. Certamente, a percentagem de doentes com alterações dos campos visuais avaliada de forma objetiva nas consultas de seguimento é superior e semelhante à reportada noutros estudos. A dose de corticoide oral foi de 1mg/dia com desmame gradual. Relativamente ao período desde o diagnóstico de NOIA-NA até início da corticoterapia, verificou-se haver uma grande variabilidade. Alguns doentes iniciaram tratamento aquando do diagnóstico, enquanto que outros iniciaram corticoterapia oral apenas na consulta de seguimento que poderia ser 1 mês ou mais depois do diagnóstico.A acuidade visual foi apresentada segundo a mediana e não a média devido ao pequeno número da amostra e à distribuição não normal.Nos últimos anos, várias publicações tentam esclarecer o papel da corticoterapia como tratamento na NOIA-NA. A maior parte dos estudos é de natureza retrospetiva e inclui um pequeno número de doentes, não havendo resultados consensuais.Em 2018, Saxena et al publicaram um estudo prospectivo e randomizado, onde foram comparados dois grupos de doentes (1 grupo com 19 doentes submetido a corticoterapia oral e 1 grupo controlo com outros 19 doentes – sem tratamento). Os autores constataram que a acuidade visual do grupo de doentes submetido a corticoterapia oral não melhorava de forma estatisticamente significativa aos 6 meses.&nbsp; Neste trabalho apenas analisamos a acuidade visual como parâmetro funcional, uma vez que não dispúnhamos de dados suficientes relativamente aos campos visuais. No entanto, como foi sugerido, as alterações dos campos visuais são, sem dúvida, um aspeto importante na avaliação da evolução destes doentes.Mais uma vez, agradecemos o espírito critico e construtivo com o qual foi feito um comentário ao nosso artigo, assim como a oportunidade de continuar a discussão nesta área cinzenta da Oftalmologia que é o melhor tratamento na NOIA-NA. &nbsp;&nbsp;Salientamos que o nosso trabalho enaltece sobretudo a necessidade de ensaios clínicos prospetivos que analisem parâmetros funcionais e estruturais, de modo a obter uma conclusão baseada na evidência sobre a eficácia dos corticosteroides e o respetivo regime terapêutico no tratamento da NOIA-NA. &nbsp;&nbsp;</p> 2020-05-04T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia