https://revistas.rcaap.pt/rca/issue/feedRevista de Ciências Agrárias2020-05-16T18:49:50+01:00Pedro Talhinhasrevista@scap.ptOpen Journal Systems<p>A Revista de Ciências Agrárias edita artigos científicos ou técnicos e revisões bibliográficas, inéditos, no âmbito das Ciências Agrárias e afins, e aceita manuscritos de sócios e não sócios da Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal (SCAP).</p>https://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19851Prefácio2020-05-10T14:59:19+01:00Ana Alexandra Marta-Costaamarta@utad.ptMaria Leonor Carvalhonono.verdete@gmail.com<p>n/a</p>2020-05-09T19:26:23+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19028Sistemas Vitícolas no Douro2020-05-10T14:59:17+01:00Ana Alexandra Marta-Costaamarta@utad.ptCátia Santoscatia.santos@advid.ptAníbal Galindroanibalgalindro@ua.ptMicael Santosmicaels@utad.pt<p>O sector vitivinícola é um sector histórico em Portugal que desempenha um importante papel socioeconómico na Região Demarcada do Douro (RDD). O objetivo deste trabalho consiste em estudar as principais características dos sistemas adotados nesta região, com base num conjunto de 110 inquéritos presenciais e estimar a sua eficiência produtiva recorrendo ao <em>Data Envelopment Analysis</em> (DEA). Além disso, foi realizada uma análise de <em>clusters</em> (<em>cluster k-means</em>) para descobrir padrões desconhecidos nos dados e criar grupos de explorações homogéneas.</p> <p>A amostra assente numa grande diversidade de sistemas vitícolas, apresenta um número elevado de parcelas, com uma produção média de uvas de 5784 kg/ha representando um rendimento de 4315 €/ha, e de que resultaram seis <em>clusters</em>. A maioria das explorações constitui o <em>cluster</em> que se caracteriza pelo trabalho intensivo. O <em>cluster</em> com menor dimensão reúne os casos mais extremos e com elevados valores de capital. Já o grupo mais eficiente é aquele que apresenta todos os indicadores acima da média da amostra, com exceção da área utilizada. Através deste estudo, tornou-se possível reconhecer as características dos sistemas mais eficientes que podem ajudar os viticultores a adotarem os sistemas produtivos mais vantajosos, a fim de alcançar níveis mais elevados de competitividade.</p>2020-05-09T19:42:06+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19038Contributos da pequena agricultura através da metodologia dos Valores de Produção Padrão2020-05-10T14:59:14+01:00Maria do Socorro Rosáriojffveiga@uevora.ptTeresa Pinto-Correiajffveiga@uevora.ptJosé Francisco Ferragolo da Veigajffveiga@gmail.comAna Fonsecajffveiga@uevora.pt<p>Existe um reconhecimento crescente sobre o contributo da pequena agricultura nos sistemas alimentares locais: abastecimento dos consumidores de proximidade, autoconsumo por parte do agregado familiar, diversidade nas dietas e trocas com vizinhos e conhecidos.</p> <p>O projeto europeu SALSA (2016-2020) tem como base uma abordagem territorial analisando o papel da pequena agricultura nos sistemas alimentares locais, focando em particular a sua capacidade produtiva e o contributo para a segurança alimentar à escala sub-regional.</p> <p>Partindo da recolha de informação desenvolvida durante este projeto, nomeadamente as áreas de produção nas pequenas explorações familiares e as atividades nelas desenvolvidas, considerou-se pertinente perceber qual o rendimento efectivo a que corresponde a produção nestas pequenas explorações.</p> <p>Irá, assim, recorrer-se à metodologia dos valores de produção padrão (VPP) aplicado a algumas produções da região. Desta forma pretende-se estimar o contributo potencial da pequena agricultura no rendimento familiar e nos sistemas alimentares locais, bem como perceber a quantidade de trabalho familiar e não familiar eventual ou permanente envolvido nessa produção.</p>2020-05-09T20:51:51+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19029A DINÂMICA DE COMERCIALIZAÇÃO EM CIRCUITO CURTO EM LUGO_GALIZA2020-05-10T14:59:25+01:00Rosângela Oliveira Soarespro_rosangela@hotmail.comPaulino Tavaresrosangela.soares@iffarroupilha.edu.brManuel Lu´ís Tibériorosangela.soares@iffarroupilha.edu.brArtur Cristóvãorosangela.soares@iffarroupilha.edu.brMar Pérez Frarosangela.soares@iffarroupilha.edu.brAna Isabel García Ariasrosangela.soares@iffarroupilha.edu.br<p>Diversos são os canais de comercialização utilizados para escoar a produção alimentícia. Entretanto, existem iniciativas de produção de alimentos de base ecológica que se utilizam de canais alternativos de comercialização, como cadeias curtas de suprimento, redes alimentares cívicas, feiras e lojas especializadas, grupos de consumo. Neste caso, realizou-se um estudo para caracterizar um tipo específico de abastecimento alimentar em que agricultores e consumidores se aliam de forma colaborativa para o funcionamento dessa dinâmica, como uma forma de consumo responsável. A metodologia utilizada foi o estudo de caso, complementado por revisão de literatura, entrevistas e registro fotográfico. Diferentes corpos de conhecimento foram mobilizados para a análise e interpretação das práticas sociais envolvidas em torno de processos organizacionais, relações interpessoais, construção do conhecimento e ativismo alimentar. Os resultados indicam que essa dinâmica de abastecimento vai além do comércio de alimentos e que ao fim busca a materialização de uma sociedade e um sistema alimentar distinto.</p>2020-05-09T00:00:00+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19064Estudo de Mercado de Café Biológico de STP2020-05-10T14:59:21+01:00Jukisia Salvadorjukisia.salvador@gmail.comMaria Raquel David Pereira Ventura Lucasmrlucas@uevora.pt<p>A região de Monte Café, um lugar de destaque na produção do café antes da independência do país em 1975, entrou em declínio até à criação da CECAFEB (Cooperativa de Exportação de Café Biológico) e o relançamento da cafeicultura de qualidade, em modo biológico. A CECAFEB depara-se, contudo, com problemas de baixo volume de produção e dificuldades de abastecimento e de conhecimento do mercado, razão pela qual, o objetivo deste artigo foi o de fazer um estudo de mercado do café biológico junto aos estabelecimentos vendedores e não vendedores deste café, em São Tomé e Príncipe (STP). A metodologia adotada, de natureza mista, foi desenvolvida em duas etapas, uma exploratória e, outra conclusiva-descritiva, assente na observação e na recolha dos dados por entrevista e pelo método de sondagem. Os resultados, permitiram identificar os elos da cadeia de valor do café biológico e os potenciais estabelecimentos clientes deste produto e evidenciar falta de conhecimento do café biológico, da marca e da CECAFEB. A certificação do café como biológico, é um atributo valorizado na compra e consumo.</p>2020-05-09T00:00:00+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19045Repensar a Cadeia de Valor do cacau biológico de São Tomé e Príncipe2020-05-10T14:59:12+01:00Ibrahim Cravid Prazeresgibaedy@gmail.comMaria Raquel David Pereira Ventura Lucasmrlucas@uevora.pt<p>O cacau, uma <em>commodity</em> importante na economia de São Tomé e Príncipe (STP) por garantir subsistência, criar emprego e desenvolvimento de microeconomias locais e contribuir para o PIB e para a imagem do país, vem perdendo espaço no mercado internacional, pela queda do preço mundial e pela existência de monopólio ou de concentração de poder de alguns intervenientes da cadeia de valor internacional do cacau. Em consequência, não tendo o país condições para competir em termos quantitativos nem para realizar investimentos noutras economias de escala, a produção e o rendimento do produtor tem vindo a diminuir. O objetivo deste artigo foi o de caracterizar e repensar a cadeia de valor do cacau biológico em STP, identificando as suas fragilidades e potencialidades, propondo formas para a criação de valor e melhoria da sua sustentabilidade e imagem internacional. Os resultados sugerem que repensar a cadeia de valor, passa pela criação de uma IGP com um controlo oficial eficaz e uma componente de promoção coletiva que permita ganhar eficiência ou escala, em articulação, de uma forma estratégica e operacional, com o turismo, o café biológico e, a gastronomia, entre outros sectores fundamentais.</p>2020-05-09T21:17:47+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19505Cooperativismo e acesso aos serviços agrícolas na província do Huambo: O caso de cooperativas apoiadas pela ADRA2020-05-16T18:49:50+01:00Antonino Abel Chivala Kamutalipdamiao@uevora.ptPedro Damião Henriquespdamiao@uevora.ptMaria Raquel Lucaspdamiao@uevora.pt<p>O principal problema que os agricultores familiares na província do Huambo enfrentam na realização das actividades agrícolas está relacionado, sobretudo, com o acesso aos serviços agrícolas. O presente estudo visou analisar a contribuição das cooperativas na promoção do acesso aos serviços agrícolas. O estudo foi desenvolvido em duas fases, na primeira etapa, foi realizada uma pesquisa exploratória sobre o tema do cooperativismo para a qual foram consultadas várias fontes de informação secundária. A segunda fase, consistiu numa recolha de dados suportada em fontes directas de informação primária, através do método de sondagem, tendo sido construídos e aplicados dois questionários, um a lideranças das cooperativas e outro aos agricultores cooperantes. Os resultados do estudo mostram que os principais serviços dinamizados pelas cooperativas são o acesso ao crédito monetário, a insumos e equipamentos agrícolas e a formação. De forma global, os agricultores não estão satisfeitos com os serviços prestados pelas cooperativas.</p>2020-05-09T21:30:37+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19022COMPETITIVIDADE E INSERÇÃO DA SOJA BRASILEIRA NO MERCADO INTERNACIONAL2020-05-10T14:59:07+01:00Caroline Marques Ramoscamarques.r@gmail.comMarcia Gonçalves Pizaiapizaia@uel.brCarlos Eduardo Caldarellicarlos.caldarelli@gmail.comMarcia Regina Gabardo da Camaramgabardo@uel.br<p>Este artigo objetiva analisar o grau de competitividade e inserção da soja brasileira no mercado externo, no período de 2008 a 2016, através do Índice de Vantagem Comparativa Revelada Simétrica (IVCRS), do Índice Orientação Regional (IOR) e do método <em>Constant Market Share (CMS)</em>. Os resultados obtidos através do IVCRS revelaram que apesar dos Estados Unidos serem o principal país exportador da cultura, a vantagem comparativa do Brasil e da Argentina é maior na atualidade. O modelo <em>CMS</em> permitiu identificar as principais fontes de crescimento das exportações brasileiras do complexo agroindustrial de soja, onde as taxas de competitividade obtiveram valores significativos, subiram de 20,38 para 63,67, indicando que as altas taxas de exportações brasileiras são responsáveis pela competitividade do Brasil em produzir e exportar o produto. O IOR revelou os principais destinos das exportações brasileiras do complexo soja. Para a soja em grão, foi notável a forte tendência das exportações para China. As exportações de farelo de soja foram pulverizadas e as exportações óleo de soja decresceram. Conclui-se que as exportações do complexo soja aumentaram significativamente graças à competitividade brasileira, porém com a concentração em apenas um produto, a soja em grão.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: IVCRS<strong>, </strong>IOR, <em>Constant Market Share</em>.</p>2020-05-09T21:35:47+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/18995Brazilian beef exports to the main destinations: a persistence to shocks analysis2020-05-10T14:59:05+01:00Viviane P Ribeirovivianeinhumas@gmail.comWaldemiro A Silva Netonetoalcan@gmail.com<p>O Brasil é indiscutivelmente um dos maiores players do agronegócio da atualidade, possui uma agropecuária competitiva, uma agroindústria pujante e instituições sólidas. As exportações em 2018 desse segmento da economia brasileira ultrapassaram US$ 85 bi, sendo o complexo carnes responsável por US$ 14,7 bi. No entanto, o Brasil sofre pressões internas e externas, o que afeta as expectativas dos agentes e gera grandes ruídos para os produtores, especialmente aos exportadores. Diante disso, o objetivo desse artigo é o de analisar se as séries de exportações de carne bovina, em moeda (US$) e em volume comercializado (Kg), para os principais destinos apresentam persistência aos choques. Especificamente, busca testar a presença de memória longa nas séries, verificar a existência de quebra estrutural nos dados e identificar se há heterogeneidade no comportamento das séries. A metodologia está baseada na econometria de Séries Temporais, especificamente no teste de <em>long memory</em> de Robinson et al. (1995a) para a identificação do grau de persistência aos choques. Os resultados apontaram que as séries possuem memória longa, evidenciando assim que o mercado exportador brasileiro de carne bovina é consolidado internacionalmente e que os choques exógenos não afetam de forma persistente e permanente as exportações.</p>2020-05-09T21:39:10+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/18972Impactos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Estado da Paraíba2020-05-10T14:59:03+01:00Severino Félixssouza@fep.up.ptArmando Lírio de Souzassouza@fep.up.ptRicardo Bruno Nascimento dos Santosssouza@fep.up.ptMaria da Conceição Pereira Ramosssouza@fep.up.pt<p>O PNAE tem grande importância na economia dos estados brasileiros entre eles, a Paraíba. Esta pesquisa busca analisar impactos no Valor Agregado Bruto (PIB agropecuário) a partir de variáveis como: repasse do governo aos municípios, referentes ao PNAE, gasto dos municípios com o programa supracitado, produções municipal permanente e temporária, e também, a produção pecuária – produção de leite. Para cumprir tal objetivo, usou-se um modelo econométrico de Dados em Painel. As estimações evidenciaram que apenas repassar recursos não é suficiente para causar impactos positivos no PIB agrícola. Esperava-se que fosse necessário o investimento na aquisição dos alimentos do produtor agrícola para que fosse gerado impactos positivos. Contudo, as estimações não evidenciaram impactos mesmo com o gasto dos recursos do Governo Federal. Este cenário pode ocorrer devido à baixa participação do setor agrícola no PIB paraibano, também por falta de um planejamento melhor dos gestores, como também, porque falta fiscalizações mais rigorosas por parte dos órgãos competentes. Contudo, o investimento na produção das lavouras temporárias e permanentes, contribuiu positivamente na dinâmica das economias locais. Igualmente, a produção pecuária, produz impactos positivos no PIB Agrícola paraibano, provavelmente devido a programas de distribuição de leite à população carente, pelo Governo Estadual.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Agricultura Familiar, Alimentação Escolar, Dados em Painel, Impactos Econômicos, PNAE.</p>2020-05-09T21:45:43+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agráriashttps://revistas.rcaap.pt/rca/article/view/19040Diagnóstico do desperdício alimentar num restaurante universitário2020-05-10T14:58:20+01:00Carlos Eduardo FreitasViancefvian@usp.brGustavo Lobocefvian@usp.brDiogo M. Souza Monteirocefvian@usp.brSilvia Mirandacefvian@usp.brAna Meiracefvian@usp.brPaula Poetacefvian@usp.br<p> artigo submetido ao nº especial da RCA, no âmbito do IX Congresso da APDEA/ESADR2019</p> <p>A FAO estima que 30% da produção agrícola anual se perca ou se desperdice ao longo da cadeia de distribuição. O sector da restauração e responsável por 9 a 20% deste desperdício. As cantinas Universitárias servem milhares de refeições diariamente e originam perdas e desperdício devido à má gestão, ambiente dos refeitórios e comportamento dos utentes. Este estudo visa examinar as principais causas do desperdício e compreender quais as atitudes dos utentes. Usando uma metodologia mista os resultados preliminares sugerem que existe uma grande amplitude de desperdício ao longo do ano. Os questionários aplicados junto aos usuários permitem concluir que oos seus valores e atitudes, a qualidade dos alimentos e a quantidade servida são fatores determinantes do desperdício. Também foi possível determinar que nos semestres finais do ano academico e quando são servidos pratos á base de proteina animal o desperdício de alimentos na ESALQ é maior.</p>2020-05-09T21:56:00+01:00Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Ciências Agrárias