https://revistas.rcaap.pt/referencia/issue/feed Revista de Enfermagem Referência 2020-12-18T13:01:16+00:00 Tereza Barroso (Editora Chefe) referencia@esenfc.pt Open Journal Systems <p>A <strong>Revista de&nbsp;Enfermagem Referência</strong> é uma revista científica, <em>peer reviewed</em>, editada pela Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem. Esta Unidade de Investigação é acolhida pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e acreditada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. <strong>O objetivo</strong> da revista é divulgar conhecimento científico produzido no campo específico das ciências da enfermagem, com uma abordagem interdisciplinar englobando a educação, as ciências da vida e as ciências da saúde. É requisito que todos os<strong> artigos</strong> sejam cientificamente relevantes e originais e de um claro interesse para o progresso científico, a promoção da saúde, a educação em saúde, a eficácia dos cuidados de saúde e tomada de decisão dos profissionais de saúde.</p> <p>&nbsp;</p> <p><span style="font-size: x-small;">&nbsp;</span></p> https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21494 Estudos realizados em Portugal no âmbito do cateterismo venoso periférico: protocolo de scoping review 2020-12-18T12:51:49+00:00 Paulo Jorge dos Santos-Costa paulocosta@esenfc.pt Liliana Baptista Sousa baptliliana@esenfc.pt Inês Alexandra Figueira Marques inesafmarques@gmail.com Anabela de Sousa Salgueiro-Oliveira anabela@esenfc.pt Pedro Miguel Dinis Parreira parreira@esenfc.pt Margarida Maria da Silva Vieira mmvieira@porto.ucp.pt João Manuel Garcia Nascimento Graveto jgraveto@esenfc.pt <p>Contexto: Apesar da sua natureza ubíqua, a prática de cateterização venosa periférica não é homogénea<br>entre contextos clínicos internacionais. Em Portugal, a informação referente à prática de cateterismo venoso periférico encontra-se dispersa na literatura, impossibilitando uma análise suficientemente compreensiva e abrangente da sua natureza e implicações.<br>Objetivos: Mapear os estudos realizados em Portugal no âmbito do cateterismo venoso periférico.<br>Método de revisão: Metodologia de scoping review proposta pelo Joanna Briggs Institute. Foi definido um protocolo adequado a cada base/repositório, que visa a identificação de estudos que respondam aos critérios delineados. O processo de análise da relevância, extração e síntese dos dados será desenvolvido por revisores independentes.<br>Apresentação e interpretação dos resultados: O mapeamento dos estudos realizados em Portugal neste âmbito contribuirá para a identificação dos principais indicadores de estrutura, processo e resultado descritos em estudos nacionais.<br>Conclusão: Espera-se que esta revisão sustente o desenvolvimento de intervenções e revisões sistemáticas futuras que potenciem a eficácia/segurança dos cuidados prestados ao doente com cateter periférico.</p> 2020-11-13T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/20978 Conhecimentos, satisfação e autoconfiança em profissionais de saúde: simulação com manequim versus paciente-ator 2020-12-11T11:05:58+00:00 Síntia Nascimento Reis sintiacampos@yahoo.com.br Ciara Cristina Neves ciaranevees@hotmail.com Diego Alcântara Alves alcantarad47@gmail.com Raquel Rabelo de Sá Lopes raquelrslg@hotmail.com Kleyde Ventura de Souza venturakleyde@gmail.com Liliane da Consolação Campos Ribeiro lilianeribeiro@hotmail.com Helisamara Mota Guedes helisamaraguedes@gmail.com <p>Enquadramento: A associação de diferentes estratégias de ensino na saúde que articulem teoria e prática tem sido apontada como um mecanismo eficaz no ensino.<br>Objetivo: Comparar o conhecimento, satisfação e autoconfiança de profissionais de saúde em relação à simulação clínica com manequim de alta fidelidade versus paciente-ator.<br>Metodologia: Estudo quase experimental que ocorreu por meio de aplicação de prova de conhecimentos e Escala de Satisfação dos Estudantes e Autoconfiança na Aprendizagem durante um curso teórico-prático com a temática pré-natal para profissionais da saúde. Procedeu-se a análise estatística e inferencial.<br>Resultados: Dos 44 participantes, a média de respostas corretas na primeira prova de conhecimentos foi de 7 e na segunda prova de conhecimentos de 8. O conhecimento aumentou após exposição teórica e simulação (<em>p</em> &lt; 0,000). Pôde observar-se que não houve diferença significativa entre os grupos “Ator” e “SimMan” (<em>p</em> &gt; 0,05) dos dois domínios que abordam a satisfação e a autoconfiança.<br>Conclusão: A média geral da satisfação e autoconfiança foi maior no grupo com atores comparando com o “SimMan”.</p> 2020-11-05T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21411 Cuidador informal de pessoa dependente no autocuidado: fatores de sobrecarga 2020-12-18T13:01:16+00:00 Maria dos Anjos Coelho Rodrigues Dixe maria.dixe@ipleiria.pt Ana Isabel Fernandes Querido ana.querido@ipleiria.pt <p>Enquadramento: As alterações societais conduziram ao crescendo das pessoas dependentes no autocuidado, com necessidade de apoio de um cuidador familiar/informal (CI). O desempenho deste papel pode conduzir à sobrecarga e exaustão.<br>Objetivos: Avaliar a sobrecarga do CI da pessoa dependente e identificar fatores relacionados com essa sobrecarga.<br>Metodologia: Estudo observacional, transversal, numa amostra de conveniência de 164 CI de pessoas dependentes no autocuidado. O questionário incluiu dados da pessoa dependente: sociodemográficos e clínicos; e do cuidador: sociodemográficos, familiares, profissionais, experiência, informação recebida e sobrecarga (Escala de Zarit).<br>Resultados: A maioria dos CI são mulheres (82,9%), vivem com a pessoa cuidada (70,1%), 62,2% têm ajuda para cuidar, gastando em média 105,65h (± 54)/semana. Mais de metade apresenta sobrecarga intensa (57,7; ± 13,9), relacionada com a preparação para o cuidar, áreas e tempo de dependência. Mais informação sobre a doença e como cuidar da pessoa dependente está relacionado com menores níveis de sobrecarga.<br>Conclusão: Os CI evidenciam sobrecarga elevada e os fatores relacionados sugerem o investimento em intervenções preventivas por parte dos enfermeiros.</p> 2020-11-05T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21423 Construção e validação da Escala de Empowerment Individual no contexto da doença crónica 2020-12-18T13:00:33+00:00 Elisabete Lamy da Luz luzelisabete10@gmail.com Fernanda dos Santos Bastos fernandabastos@esenf.pt Margarida Maria Vieira mmvieira@porto.ucp.pt <p>Enquadramento: A avaliação do empowerment poderá ser um indicador determinante para a obtenção<br>de ganhos em saúde.<br>Objetivos: Construir e validar uma escala de empowerment individual no contexto da pessoa com<br>doença crónica.<br>Metodologia: O instrumento foi construído e aplicado a uma amostra de conveniência de 271 pessoas com doença crónica, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos residentes em Lisboa. Para avaliar as propriedades métricas da escala recorreu-se à validação da fiabilidade do instrumento.<br>Resultados: Obteve-se uma escala de 25 itens com 7 dimensões: Autoperceção; Participação nas decisões em saúde; Mestria; Determinação; Identidade; Autonomia e poder; Relação com os profissionais de saúde. A análise fatorial (componentes principais-Varimax) revelou que os que os 25 itens se organizaram em 7 fatores com uma variância explicada total de 65,28% e alfa de Cronbach total de 0,803.<br>Conclusão: A criação de uma medida válida e fiável de empowerment no contexto da doença crónica poderá ajudará os profissionais de saúde a explorar o impacto deste resultado na autogestão dos regimes terapêuticos.</p> 2020-11-06T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21424 Deteção precoce do cancro infantojuvenil nos cuidados de saúde primários: possibilidades e limitações 2020-12-18T12:59:38+00:00 Thainá Karoline Costa Dias thaiinakaroline@gmail.com Jael Rúbia Figueiredo de Sá França jaelrubia@gmail.com.br Maria de Fátima Oliveira Coutinho Silva mfocoutinho@gmail.com Evelyne de Lourdes Neves Oliveira evelyneoliveira@hotmail.com Hanna Louise Macedo Marinho hannalouise2@gmail.com Adriana Pereira de Goes adrianagoes031@gmail.com <p>Enquadramento: A deteção precoce do cancro tem grande impacto na vida de crianças e adolescentes, uma vez que estes iniciam o tratamento em melhores condições, influenciando, assim, no seu prognóstico e na sobrevida.<br>Objetivo: Investigar as possibilidades e limitações no que diz respeito à deteção precoce do cancro infantojuvenil, a partir de relatos de profissionais que atuam nos Cuidados de Saúde Primários.<br>Metodologia: Estudo exploratório, desenvolvido em 3 unidades básicas de saúde. Participaram no estudo 11 profissionais de saúde. A colheita de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada. O material empírico foi analisado qualitativamente, de acordo com a Técnica de Análise de Conteúdo.<br>Resultados: Apresentaram-se como possibilidades – a contextualização e interpretação dos resultados clínicos, além de uma assistência sistematizada e interdisciplinar. Como limitações – a falta de especificidade dos sinais e sintomas do cancro infantojuvenil, não observância do princípio de acessibilidade, assim como a necessidade de formação/capacitação.<br>Conclusão: Sendo assim, constatou-se que este estudo possibilitará uma melhor atuação destes profissionais a respeito do diagnóstico precoce do cancro em crianças e adolescentes assistidos nos CSP.</p> 2020-11-06T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21477 Efetividade de um programa de formação na gestão emocional dos enfermeiros perante a morte do doente 2020-12-18T12:58:57+00:00 Nelson Jacinto Pais paisnelson@hotmail.com Cristina Raquel Batista Costeira costeiracristina@gmail.com Armando Manuel Marques Silva armandos@esenfc.pt Isabel Maria Pinheiro Borges Moreira imoreira@esenfc.pt <p>Enquadramento: A morte é uma realidade frequente, em contexto hospitalar, exigindo aos enfermeiros a apropriação de estratégias eficazes de gestão das emoções.<br>Objetivos: Avaliar a efetividade de um programa de formação (PF) na gestão emocional em enfermeiros perante a morte do doente.<br>Metodologia: Estudo pré-experimental de grupo único com avaliação pré e pós intervenção, realizado numa amostra de 20 enfermeiros de serviços de internamentos de oncologia. O instrumento de colheita de dados foi o questionário. Este integrava Escala de Avaliação do Perfil de Atitudes acerca da Morte (EAPAM), Escala de Coping com a Morte (ECM) e Escala de Avaliação de Implementação de Programas (EAIP), aplicado em três momentos distintos.<br>Resultados: O PF levou a mudanças das atitudes nas dimensões: medo e neutralidade (EAPAM) e verificaram-se diferenças significativas no coping com a própria morte e com a morte dos outros (ECM), revelando uma capacitação nesta área. O PF foi classificado como muito bom (EAIP).<br>Conclusão: A implementação do programa evidencia ser uma estratégia interventiva de empoderamento nestes enfermeiros, na autogestão emocional perante a morte.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21478 Estudo preliminar da Escala do Medo do Parto antes da Gravidez numa amostra de estudantes universitários 2020-12-18T12:58:11+00:00 Marlene de Jesus da Silva Ferreira marlene.silva.ferreira11@gmail.com Zélia de Macedo Teixeira zelia@ufp.edu.pt <p>Enquadramento: O parto é temido por ambos os sexos, conduzindo ao aumento das taxas de cesariana eletiva e medicalização. Embora seja mais temido na gravidez, a sua avaliação em populações não-grávidas contribui para uma intervenção precoce.<br>Objetivo: Traduzir, adaptar e verificar as propriedades psicométricas de um instrumento que se propõe medir o medo do parto antes da gravidez, em população não-grávida.<br>Metodologia: Estudo metodológico, recorrendo à tradução-retroversão e análise das propriedades psicométricas (fidelidade e validade) recorrendo à administração da Escala do Medo do Parto antes da Gravidez (EMPAG) e da Escala de Ansiedade, Depressão e Stress de 21 itens (EADS – 21).<br>Resultados: A versão da escala adaptada, junto de 327 estudantes universitários, cumpriu os critérios de equivalência semântica, idiomática, experiencial e conceitual e apresenta boa consistência interna (α = 0,88) e estabilidade temporal. É constituída por 10 itens e explicada por 3 fatores, não existindo correlação com a EADS-21.<br>Conclusão: O estudo preliminar da EMPAG apresentou boas qualidades psicométricas. Sugere-se o alargamento da amostra para sustentação dos resultados obtidos.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21479 Hospitalização na gravidez de alto risco: representações sociais das gestantes 2020-12-18T12:57:31+00:00 Antonia Regynara Moreira Rodrigues regynararodrigues@yahoo.com.br Dafne Paiva Rodrigues dafne.rodrigues@uece.br Maria Adelaide Moura da Silveira adelaidesilveira1010@hotmail.com Antonia de Maria Gomes Paiva dymarry@yahoo.com.br Ana Virgínia de Melo Fialho virginia.fialho@uece.br Ana Beatriz Azevedo Queiroz abaqueiroz@hotmail.com <p>Enquadramento: A hospitalização na gravidez de alto risco gera alterações na rotina e na forma de compreender a gravidez, que devem ser consideradas durante o planeamento e execução da assistência.<br>Objetivo: Conhecer as representações sociais de gestantes de alto risco sobre a hospitalização durante o ciclo gravídico.<br>Metodologia: Estudo exploratório, descritivo, norteado pela teoria das representações sociais, realizado em duas maternidades do Ceará com 68 gestantes de alto risco hospitalizadas, entre julho e setembro de 2016, através do teste de associação livre de palavras com análise pelo software Tri-Deux-Mots, versão 5.3.<br>Resultados: A gravidez foi representada pela satisfação de gestar, ancorada na função biológica e social da maternidade, a gravidez de alto risco foi apreendida como situação problemática e de desfecho incerto, envolta em sentimentos negativos. A hospitalização foi interpretada como lugar de dor e solidão, mas também de cuidado e proteção, ampliando possibilidades de evolução favorável.<br>Conclusão: As evocações elucidam conteúdos significativos sobre gravidez com as particularidades do diagnóstico de alto risco e do contexto da hospitalização.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21480 Prevalência e fatores de risco associados ao acidente vascular cerebral em pessoas com hipertensão arterial: uma análise hierarquizada 2020-12-18T12:56:47+00:00 Erisonval Saraiva da Silva erisonval@gmail.com José Wicto Pereira Borges wictoborges@yahoo.com.br Thereza Maria Magalhães Moreira tmmmoreira@gmail.com Malvina Thais Pacheco Rodrigues malvinat@gmail.com Ana Célia Caetano de Souza anaceliacs.doc@gmail.com <p>Enquadramento: O acidente vascular cerebral (AVC) causa sequelas permanentes, sendo o descontroloda hipertensão arterial responsável por 80% desses casos.<br>Objetivo: Analisar prevalência e determinar hierarquicamente fatores de risco associados ao AVC em pessoas com hipertensão arterial.<br>Metodologia: Estudo seccional com 378 pessoas com hipertensão arterial residentes no Sul do Piauí, Brasil, em 2018. Analisaram-se variáveis sociodemográficas, condições de saúde e estilo de vida por regressão múltipla hierárquica organizadas em níveis distal, intermédio e proximal.<br>Resultados: A prevalência foi de 11,6%. Os fatores associados: sexo (ORajustada = 0,47; IC95%: 0,23-0,95) e idade (ORajustada = 1,03; IC95%: 1,01-1,06) distalmente; familiar com AVC (ORajustada = 2,01; IC95%: 1,00-4,04) e ir à urgência com a pressão arterial alterada (OR = 2,01; IC95%: 1,00-4,05) em nível intermédio; ingerir alimentos com alto teor de gordura (OR = 2,33; IC95%: 1,15-4,72), ingerir doces (OR = 2,37; IC95%: 1,15-4,90) e tempo de fumador (OR = 1,02; IC95%:1,00-1,04) proximalmente.<br>Conclusão: A prevalência foi explicada por uma hierarquia entre os fatores de risco, evidenciando proximalmente aqueles classificados como modificáveis.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21481 Protocolo de intervenção individual baseado na terapia de reminiscência em idosos com perturbação neurocognitiva 2020-12-18T12:56:11+00:00 Susana Isabel Justo-Henriques cediara.dir.tec@gmail.com Enrique Pérez-Sáez kikepsi@gmail.com João Luís Alves Apóstolo apostolo@esenfc.pt <p>Enquadramento: A literatura sugere que a terapia de reminiscência (TR) é uma das terapias não-farmacológicas com melhores evidências na população idosa com perturbação neurocognitiva (PNC), permitindo estimular a neuroplasticidade e a reserva cognitiva, podendo ter um efeito protetor na pessoa com PNC.<br>Objetivo: Apresentar de forma pormenorizada a estrutura e o conteúdo de um protocolo de intervenção em idosos com PNC, baseado na TR individual.<br>Metodologia: Identificação das fases preliminares ao desenho do protocolo de intervenção.<br>Resultados: Protocolo de intervenção individual baseado na TR, em formato misto, composto por 26 sessões, com frequência bissemanal e com duração aproximada de 50 minutos por sessão, administrado por terapeutas treinados.<br>Conclusão: O programa de TR individual pormenorizado permite uma implementação e replicabilidade adequada, podendo contribuir para atenuar a progressão da PNC.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21482 Segurança do doente: potenciais interações medicamentosas favorecidas pela sobreposição de medicamentos programados pelo enfermeiro 2020-12-18T12:55:26+00:00 Andressa Aline Bernardo Bueno enfa.andressa@gmail.com Célia Pereira Caldas ccaldas@uerj.br Flavia Giron Camerini fcamerini@gmail.com Cintia Silva Fassarella cintiafassarella@gmail.com Aline Affonso Luna aline-luna@hotmail.com <p>Enquadramento: A terapêutica medicamentosa hospitalar possui potencial para incidentes e, neste sentido, é preciso intercetar situações que possam comprometer a segurança do doente.<br>Objetivo: Investigar as potenciais interações medicamentosas favorecidas pela sobreposição de medicamentos programados por enfermeiros nas prescrições de doentes numa unidade de internamento hospitalar.<br>Metodologia: Estudo descritivo, transversal, de análise documental com abordagem quantitativa, de 260 prescrições medicamentosas de doentes adultos. As potenciais interações medicamentosas foram identificadas por meio da ferramenta Drug Interaction Checker (Medscape®).<br>Resultados: Foram analisadas 3066 doses, com concentração de 4 horários, evidenciando uma padronização institucional de horários. A taxa de erros de omissão foi 5,44%. As interações medicamentosas com gravidade moderada foram as mais frequentes, destacando-se as combinações de lopinavir/clonazepam e diazepam/tramadol.<br>Conclusão: Os erros de omissão e as interações podem ser minimizados com ferramentas de apoio à decisão clínica e reconfiguração do processo de trabalho.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21483 Vivências dos adolescentes acerca das substâncias psicoativas e sua interface com género, políticas e media 2020-12-18T12:54:45+00:00 Camila Souza de Almeida csalmeida_1@hotmail.com Francisco Carlos Félix Lana xicolana@gmail.com <p>Enquadramento: O consumo de substâncias psicoativas por adolescentes pode acarretar danos, sendo esses relacionados com as condições socioculturais.<br>Objetivo: Compreender as vivências dos adolescentes sobre os determinantes socioculturais do uso de substâncias psicoativas.<br>Metodologia: Pesquisa de método misto, conduzida com adolescentes de Divinópolis, Minas Gerais. No eixo quantitativo (n = 303) aplicaram-se os módulos de uso de bebidas e drogas ilícitas da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. O eixo qualitativo (n = 18) foi preponderante e seguiu-se ao quantitativo. Realizou-se análise descritiva dos fatores associados para as variáveis quantitativas. No qualitativo analisaram-se os discursos com base na determinação social.<br>Resultados: Os adolescentes que fazem uso de bebidas alcoólicas pretendem após o ciclo escolar continuar a trabalhar e estudar e tendem a fazer amizade com quem também faz uso. Quanto ao sexo, o consumo por mulheres não é socialmente aceite. As políticas públicas e os media não alcançam os adolescentes quando o assunto é substâncias psicoativas.<br>Conclusão: Os adolescentes reproduziram o discurso do seu grupo social, demonstrando os preceitos éticos e morais da sua comunidade.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21485 Vivências maternas em situação de morte fetal 2020-12-18T12:53:47+00:00 Ana Maria Casalta Miranda anacasalta@live.com.pt Maria Otília Brites Zangão otiliaz@uevora.pt <p>Enquadramento: Portugal regista uma taxa de mortalidade perinatal de 3,5% em 2019, verificando-se assim, um dos valores mais baixos nos últimos 10 anos. A morte fetal é uma das experiências mais traumáticas que a mulher pode experimentar.<br>Objetivo: Analisar os sentimentos/vivências das mulheres em situação de morte fetal.<br>Metodologia: Assenta num estudo transversal, descritivo com uma abordagem qualitativa. Amostragem não probabilística, de conveniência. Incluiu 10 entrevistas semiestruturadas a mulheres que vivenciaram morte fetal. Utilizado software IRaMuTeQ , versão 0.7 alpha 2.<br>Resultados: As mulheres encaram a morte fetal como uma experiência dolorosa, é evidenciada a transmissão da notícia da morte fetal, como fria e pouco humana. Demonstram satisfação nos cuidados prestados pelos enfermeiros EESMO ao salientarem a componente relacional. As mulheres ressaltaram a falta de informação e de preparação para a alta.<br>Conclusão: Desenvolvimento de atividades formativas direcionadas aos enfermeiros que contactam com situações de mulheres que vivenciam morte fetal, no sentido de realizarem uma prática baseada em evidências científicas, nomeadamente no que concerne à comunicação e relação interpessoal.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21487 Vivências paternas na realização da posição canguru com recém-nascidos de baixo peso 2020-12-18T12:53:07+00:00 Luisamara Leal Lopes luisamaralopes@hotmail.com Alessandra Vaccari alessandra.vaccari@ufrgs.br Fernanda Araújo Rodrigues fe.araujo.rodrigues@gmail.com Silvani Herber sherber@hcpa.edu.br <p>Enquadramento: A posição canguru consiste em manter o recém-nascido em contacto pele a pele com mãe, pai ou cuidador eleito pela família. Os seus benefícios envolvem melhoria clínica e ganho de peso do recém-nascido.<br>Objetivo: Descrever a vivência paterna durante a realização da posição canguru com o seu recém-nascido de baixo peso.<br>Metodologia: Pesquisa de caráter exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa, realizada em neonatologia, na região sul do Brasil. As informações foram colhidas por meio de entrevistas semiestruturadas e submetidas à análise de conteúdo temática.<br>Resultados: Participaram 5 pais. Foram construídas 3 categorias, que contemplaram a ambivalência de sentimentos; as facilidades e as dificuldades vivenciadas; e o fortalecimento do vínculo pai-filho.<br>Conclusão: É possível transcender os resultados deste estudo e pensar na posição canguru como uma estratégia para o estímulo da interação e do vínculo entre pai e filho, pode efetivamente ser o desencadeador para o desenvolvimento da paternidade.</p> 2020-11-12T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência https://revistas.rcaap.pt/referencia/article/view/21492 Enfermeiros entre os funcionários dos Hospitais da Universidade de Coimbra, 1779 a 1797: particularidades e implicações 2020-12-18T12:52:30+00:00 Paulo Joaquim Pina Queirós pauloqueiros@esenfc.pt Patricia Domínguez-Isabel patricia.dominguez4@alu.uclm.es Blanca Espina-Jerez b.espinajerez@gmail.com Elisabete Pinheiro Alves Mendes Fonseca elisabete@esenfc.pt Sagrário Gómez-Cantarino sagrario.gomez@uclm.es <p>Contexto: Os Hospitais da Universidade de Coimbra resultam da concentração de pequenos hospitais e são, nesta época, uma instituição de dimensões significativas. Nos finais do século XVIII, em pleno iluminismo, os hospitais vivenciaram um processo de transição para a modernidade.<br>Objetivos: Descrever os funcionários que existiam nos Hospitais da Universidade de Coimbra nos finais do século XVIII. Analisar a evolução dos ofícios em presença e os seus posicionamentos relativos, com o foco nos enfermeiros.<br>Metodologia: Análise histórica, partindo de fontes publicadas, considerando os contextos e as linhas evolutivas de longa duração, construindo uma síntese interpretativa.<br>Resultados: Estamos em presença de quatro agrupamentos profissionais - cuidadores do corpo (enfermeiros, médicos e cirurgiões), cuidadores da alma (capelões e sacristãos), serviços de apoio (ajudantes, serventes, cozinheiros, roupeira, lavadeira, despenseiro), e Serviços de segurança (porteiros, guardas e tronqueiro).<br>Conclusão: Verificou-se a presença de enfermeiros num processo de transição entre linhas de continuidade medieval, com enfermeiros-sangradores e enfermeiros-cozinheiros, e a diferenciação ascendente com enfermeira dos partos e descendente com ajudantes das enfermarias.</p> 2020-11-13T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2020 Revista de Enfermagem Referência