Imigração e vulnerabilidades habitacionais

dimensões, contradições e recomendações de política

Autores

Palavras-chave:

imigração, vulnerabilidade habitacional, segregação socioespacial, políticas de habitação

Resumo

Este artigo analisa as múltiplas vulnerabilidades habitacionais que afetam imigrantes em Portugal, identificando condições marcadas por sobrelotação, informalidade, insalubridade, discriminação racial e segregação territorial. O estudo propõe uma tipologia abrangente destas vulnerabilidades, evidenciando como fatores estruturais – políticas públicas insuficientes, especulação imobiliária, falta de habitação acessível e falhas de fiscalização – se articulam com desigualdades socioeconómicas e étnicas para produzir exclusão residencial persistente. O texto faz referência breve aos casos paradigmáticos, tais como: Odemira, Cova da Moura e Talude Militar, demonstrando que a precariedade habitacional compromete a saúde, a integração e direitos fundamentais. Por fim, apresenta recomendações de política centradas em habitação pública, regulação, requalificação urbana e programas inclusivos de apoio aos imigrantes.

Biografia Autor

Luís Mendes, CEG, IGOT-ULisboa

Investigador permanente no Centro de Estudos Geográficos do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (CEG, IGOT-ULisboa), onde tem desenvolvido investigação nos domínios dos estudos urbanos (nomeadamente na gentrificação e regeneração urbana) e da didática da geografia. Professor auxiliar convidado no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da
Universidade de Lisboa, é consultor técnico e científico em diversas instituições públicas e privadas.

Downloads

Publicado

2026-08-17