A resposta da União Europeia à invasão russa da Ucrânia

uma perspetiva realista neoclássica

Autores

Palavras-chave:

União Europeia, segurança europeia, Guerra Russo-Ucraniana, realismo neoclássico

Resumo

A resposta da União Europeia à invasão russa da Ucrânia em 2022 contrastou com a posição perante a anexação da Crimeia em 2014. Em vez de uma postura contida, resultante de divisões entre Estados-Membros, a União Europeia respondeu de forma uníssona e abrangente. Com base no realismo neoclássico, o artigo identifica fatores que motivaram esta decisão. No plano internacional, o choque causado pela guerra, num contexto de deterioração da segurança e de enfraquecimento da aliança transatlântica, pressionou a União a assumir maior responsabilidade para refrear o expansionismo de Putin. Simultaneamente, fatores domésticos, como cultura estratégica, imagens dos líderes, papel da Comissão Europeia e opinião pública, foram essenciais para compreender o processo decisório europeu ao criar as condições necessárias para a formação de uma resposta concertada, abrangendo o domínio económico, humanitário e militar.

Biografia Autor

António Sanches, Universidade da Beira Interior

Mestre em Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade da Beira Interior e licenciado em Relações Internacionais pela Universidade de Évora.

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Publicado

2026-08-17