Europa, Alemanha e Estados Unidos da América no mundo de Trump
rutura ou continuidade, interdependência ou autonomia
Palavras-chave:
Trump 2.0, autonomia estratégica, União Europeia, relações transatlânticasResumo
Este artigo analisa o estado atual das relações transatlânticas sob o segundo mandato de Donald Trump, um ano após a sua reeleição em 2024, com ênfase na União Europeia e na Alemanha. Avalia se a erosão da confiança mútua representa uma rutura estrutural ou conjuntural, identificando três traços da política externa americana: transacionalismo, condicionado a gastos de defesa e alinhamento económico; imprevisibilidade em negociações comerciais e Ucrânia; e desprendimento normativo face a alianças multilaterais. Propõe uma tipologia de respostas europeias – normativas, pragmáticas, radicais e interlocutores – e delineia três principais cenários futuros: manutenção do statu quo pragmático, divórcio desordenado ou parceria equilibrada. Conclui que a Europa necessita de autonomia estratégica para partilhar encargos, preservando laços transatlânticos essenciais num mundo multipolar.