Suscetibilidade diferencial de clones de pereira ‘Rocha’ e de variedades autóctones de pereira e macieira à doença do Fogo Bacteriano em Portugal demonstram potencial como alternativas para a sustentabilidade da fileira

  • Leonor Cruz
  • Joana Cruz
  • Rui Sousa

Resumo

A doença do Fogo Bacteriano das Rosáceas foi oficialmente identificada pela primeira vez em Portugal em 2011, afetando com grande impacto económico devido a quebras provocadas na produção e no volume de exportações, os pomares de pereira da cultivar ‘Rocha’, a mais importante variedade portuguesa. Desde então a bactéria tem vindo a destruir novos pomares em várias áreas de produção de peras e maçãs em Portugal. Os viveiros e importantes coleções in vivo de recursos fitogenéticos autóctones também foram afetados, encontrando-se em risco. Na generalidade observam-se sintomas muito característicos da doença nos ramos, flores e frutos de distintas variedades autóctones, que conduzem à morte das árvores afetadas, nas condições climáticas prevalentes nas regiões mais importantes de produção de pomóideas em Portugal. Os vários intervenientes da cadeia de produção, incluindo fruticultores, autoridade fitossanitária e instituições de investigação implementaram ferramentas para mitigar o impacto económico e social causado pela doença e conduzir à sustentabilidade desta atividade económica. O trabalho desenvolvido no âmbito do projeto de investigação nacional Proder InovPomo (2014-2017), permitiu identificar e avaliar a suscetibilidade de duas coleções vivas de recursos fitogenéticos autóctones de macieira e pereira, em risco, avaliando a sua suscetibilidade a Erwinia amylovora, com o objetivo de selecionar e preservar os indivíduos com as melhores características agronómicas, evidenciando maior tolerância à doença do Fogo Bacteriano das Rosáceas.

Publicado
2019-03-10
Secção
Geral