Germinação e formação de mudas de crambe irrigadas com águas salinas

  • Ana Carolina F. Vasconcelos
  • Lúcia Helena G. Chaves
  • Felipe G. Souza
  • Hans G. Gheyi
  • Josely D. Fernandes

Resumo

A crescente procura mundial por combustíveis e preocupações ambientais sobre o esgotamento das reservas de energia não renováveis tem despertado o interesse em novas opções economicamente viáveis e ambientalmente corretas como alternativas para atender a essa procura, como o uso de biocombustíveis. Entre mais de 300 espécies de plantas de sementes oleaginosas, apenas 40 delas têm o potencial para a produção de biocombustíveis, como o crambe (Crambe abyssinica). Contudo, o efeito da irrigação com águas salinas na germinação de sementes e no desenvolvimento de mudas de crambe são ainda desconhecidos sob condições semi-áridas. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da salinidade na germinação de sementes e no desenvolvimento de mudas de crambe. Numa câmara de germinação (BOD), sementes de crambe foram colocadas em papel germitest previamente humedecido com soluções de NaCl com condutividade elétrica (CE) de 0; 1,5; 3,0; 4,5; 6,0; 7,5 e 9,0 dS m-1. Quatro e 15 dias após o início do teste foram avaliados a germinação de sementes, número de plântulas normais, velocidade de emergência e comprimento de plântulas e de raízes. As sementes de crambe apresentaram tolerância para os níveis de salinidade, não apresentando redução nas variáveis analisadas com o aumento da CE. O desenvolvimento de plântulas de crambe em tubos foi também avaliada. As sementes foram colocadas em tubos e irrigadas com soluções salinas (NaCl, CaCl+ NaCl) nos níveis de CE: 0; 2,5; 4,0; 5,5 e 7,0 dS m-1. Mediu-se a altura da planta, número de folhas e peso da matéria fresca em cinco datas ao longo do ensaio. Os níveis de CE não mostraram efeito significativo sobre os parâmetros analisados e não houve diferença estatística entre os tipos de sal.

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Publicado
2019-01-20
Secção
Geral