Saúde Oral e Saúde Mental: Uma Relação Bidirecional com Impacto na Qualidade de Vida
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47463Palavras-chave:
Saúde oral; Saúde mental; Ansiedade; Depressão; PrevençãoResumo
Introdução: A saúde oral e a saúde mental estão profundamente relacionadas, embora durante muito tempo tenham sido tratadas como áreas separadas dos cuidados de saúde. Quando existem problemas como cáries, dor dentária, perda de dentes, mau hálito ou doença periodontal, a pessoa pode sentir vergonha, insegurança e isolamento social, o que pode afetar negativamente o seu bem-estar psicológico. A literatura científica mostra que pessoas com perturbações depressivas ou ansiosas apresentam maior risco de cárie dentária e perda dentária, em parte devido à diminuição da motivação para a higiene oral.
Metodologia: Este trabalho foi elaborado através de uma revisão narrativa da literatura científica, com base em estudos recentes e relevantes sobre a associação entre saúde oral e saúde mental. Foram considerados artigos científicos publicados em revistas indexadas, incluindo uma revisão sistemática sobre ansiedade, depressão e saúde oral.
Resultados: Os estudos analisados indicam que existe uma associação significativa entre pior saúde mental e pior saúde oral. Uma revisão sistemática verificou que pessoas com depressão, ansiedade apresentavam maior risco de cárie dentária e perda de dentes, comparativamente à população geral. Estes resultados sugerem que o sofrimento psicológico pode interferir com rotinas de autocuidado, como escovar os dentes, usar fio dentário e procurar consultas preventivas. Além disso, alguns medicamentos utilizados no tratamento de perturbações mentais podem provocar boca seca, o que aumenta o risco de cáries, infeções e desconforto oral. Também se observou que pessoas com melhor saúde mental tendem a procurar mais frequentemente cuidados dentários.
Conclusões: A saúde oral e a saúde mental apresentam uma relação complexa, bidirecional e clinicamente relevante. As perturbações mentais podem dificultar o autocuidado oral e reduzir a procura de tratamento dentário, enquanto os problemas orais podem afetar a autoestima, a comunicação, a alimentação, as relações sociais e a qualidade de vida. Conclui-se que é fundamental promover uma abordagem integrada, em que médicos dentistas, médicos, psicólogos, enfermeiros e higienistas trabalhem em conjunto.
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia – RACS

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.







