Associação entre Cervicalgia Inespecífica e Disfunções do Sistema Visual em Estudantes do Ensino Superior: Estudo Transversal Analítico
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47596Palavras-chave:
Alterações visuais, Distúrbios oculomotores, Dor cervical inespecífica, Dor músculo-esquelética, Estado fórico ocularResumo
Introdução: A cervicalgia inespecífica é uma condição músculo-esquelética altamente prevalente, com impacto significativo na qualidade de vida e no desempenho funcional. A sua prevalência é particularmente elevada entre estudantes do ensino superior, devido ao uso excessivo de dispositivos eletrónicos e exigência visual constante. Estes fatores podem contribuir para alterações na função cervical e influenciar negativamente a coordenação oculomotora e a estabilidade visual.
Objetivos: Analisar a associação entre a cervicalgia inespecífica e disfunções no sistema visual, em estudantes do ensino superior.
Material e Métodos: Estudo observacional transversal analítico, realizado em 79 estudantes. A recolha de dados incluiu um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica, o Questionário de Sintomas da Insuficiência de Convergência e fotorrefratometria (erro de refração). A análise estatística foi realizada utilizando os U de Mann-Whitney e Teste T de Student para duas amostras independentes com um nível de significância de 5%.
Resultados: A mediana da idade dos estudantes foi de 21 (20;23) anos, sendo a maioria do sexo feminino (79,7%). A prevalência de dor cervical foi de 36,7%, verificando-se uma maior prevalência nos indivíduos do sexo feminino (39,7%). Quanto às características visuais, o equivalente esférico apresentou uma mediana de +0,08 (-0,13; +0,42), observando-se hipermetropia em 14 (17,7%) estudantes e insuficiência de convergência em 25 (31,6%). Os estudantes com dor cervical apresentaram valores mais elevados de equivalente esférico (+0,29 (-0,11; +0,63); p = 0,034), bem como uma maior prevalência de hipermetropia (11 (78,6); p = 0,002) e de insuficiência de convergência (14 (56,0); p=0,016).
Conclusões: Os resultados sugerem possíveis diferenças na função visual entre estudantes do ensino superior com e sem cervicalgia inespecífica.
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