Medicamentos de Marca e Genéricos:
Preferências do Consumidor
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47612Palavras-chave:
medicamento de marca; medicamentos genéricos; conhecimento; utilizaçãoResumo
Introdução: A indústria farmacêutica desenvolveu duas categorias principais de medicamentos: os medicamentos de referência que são vulgarmente chamados de medicamentos de marca e os medicamentos genéricos (Ordem dos Farmacêuticos, 2023). Nos últimos 10 anos, a percentagem de consumo de medicamentos genéricos em Portugal registou um crescimento sustentado, representando atualmente cerca de metade dos medicamentos vendidos (APOGEN, 2021; APIFARMA, 2025). Entidades como o Infarmed têm promovido a confiança nos medicamentos genéricos como uma forma de garantir a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde. Contudo, ainda se verifica alguma resistência na comunidade numa clara preferência pelos medicamentos genéricos.
Objetivos: Avaliar o nível de literacia da população em relação aos medicamentos de marca e genéricos, nomeadamente em termos de eficácia e segurança.
Material e Métodos: Foi aplicado um questionário construído e validado pelos autores, colocado online entre Março e Maio de 2025, dirigido a utentes da farmácia comunitária, tendo sido obtidas 420 respostas válidas.
Resultados: A maioria dos participantes (87,9%) conhece a diferença entre medicamentos de marca e genéricos, enquanto 88,6% se sente seguro com a sua utilização e apenas 27,6% considera os medicamentos de marca mais eficazes que os genéricos. Segundo os consumidores, a principal vantagem dos medicamentos genéricos reside no seu preço mais baixo.
Conclusões: A maioria dos consumidores inquiridos revela um nível de literacia adequado sobre medicamentos genéricos, e quando têm dúvidas estas são esclarecidas junto dos farmacêuticos e técnicos de farmácia. Contudo, ainda se verifica que alguns consumidores hesitam em adquirir medicamentos genéricos, o que poderá eventualmente ser explicado pela preferência de medicamentos de marca em alguns grupos farmacológicos.
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