O Papel da Comissão Coordenadora dos Núcleos Académicos (CCNA) na Consolidação do Ensino Superior em Saúde na Lusofonia
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.48084Resumo
Introdução: A Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia (RACS) promove a cooperação científica e a formação em saúde entre instituições do espaço lusófono. Para operacionalizar estes objetivos, foram criados 17 Núcleos Académicos (NA) por associação livre de docentes e investigadores. No entanto, a dispersão geográfica e a multiplicidade institucional implicam desafios na sustentabilidade dos mesmos. Neste cenário, surge a Comissão Coordenadora dos Núcleos Académicos (CCNA) como órgão essencial para garantir a articulação, coesão e dinamização destas estruturas transversais.
Objetivos: Apresentar e refletir sobre o papel político-estratégico da CCNA na sustentabilidade dos NA. Pretende-se analisar o impacto das suas linhas de ação no incentivo à partilha de conhecimento, harmonização pedagógica e fortalecimento das sinergias científicas internacionais na área da saúde.
Metodologia: Análise documental e descritiva de natureza reflexiva, baseada nos relatórios de atividades, atas de reuniões e editais da RACS produzidos desde a criação da CCNA. Serão mapeadas as principais estratégias de gestão, o acompanhamento dado aos planos de atividades anuais dos NA e a coordenação de projetos estruturantes com impacto direto no ecossistema do ensino superior.
Resultados expectáveis: A atuação da CCNA parece contribuir de forma inegável para a estabilização e funcionamento dos NA através da introdução de ferramentas unificadas de gestão e da promoção de webinars formativos, como é o caso do impulso a projetos de convergência como o SiCiSaLus (Sintonizar as Ciências da Saúde na Lusofonia) e a organização periódica das Jornadas LusoSaúde. Destaca-se ainda a promoção ativa do Programa de Mobilidade Académica Internacional da RACS (MOTUS), assegurando que os intercâmbios de estudantes e docentes respondam às carências clínicas e científicas reais de cada país. Como expectativa, prevê-se o aumento do fluxo de mobilidade lusófona, a consolidação de candidaturas científicas conjuntas e a harmonização curricular a longo prazo.
Conclusão: A CCNA desempenha um papel central e indispensável como motor de governança da RACS. Ao ligar a gestão estratégica dos núcleos a programas práticos de internacionalização como o MOTUS, a comissão mitiga as barreiras da distância geográfica através de dinâmicas de rede, transformando os núcleos em espaços vivos de interculturalidade e rigor científico. Conclui-se que o fortalecimento deste órgão é vital para consolidar uma comunidade académica lusófona resiliente e competitiva no ensino superior e na investigação em ciências da saúde.
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