O Efeito da Não Comparência dos Utentes na Eficiência do Serviço de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde Alentejo Central
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8i2.48894Palavras-chave:
Não comparência, eficiência, consultas externas, oftalmologia, gestão hospitalarResumo
Introdução: A não comparência dos utentes a consultas externas é uma das principais fontes de desperdício nos serviços de saúde, comprometendo a eficiência, o acesso e a qualidade dos cuidados prestados. Na Oftalmologia, especialidade com elevada procura, este fenómeno pode impactar significativamente nos tempos de espera. Objetivo: determinar o efeito da não comparência dos utentes na eficiência operacional do Serviço de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, no ano de 2023. Metodologia: Conduziu-se um estudo observacional retrospetivo, baseado nos registos eletrónicos dos agendamentos de consultas médicas e meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT’s) do ano de 2023, no Serviço de Oftalmologia. Foram registados 44.948 agendamentos de consultas médicas e MCDT’s, dos quais 37.487 correspondiam a agendamentos programados. Resultados: A taxa de não comparência (Tx.NC) variou entre 8 e 13% para consultas médicas e MCDT’s, respetivamente. As consultas de primeira vez foram as mais vulneráveis à não comparência e as subespecialidades de retinopatia da prematuridade e oftalmologia pediátrica/estrabismo destacaram-se com as Tx.NC mais elevadas. Nos MCDT’s, a maior Tx.NC verificou-se nas avaliações de ortóptica e respetivas sessões de tratamento. Conclusão: A não comparência dos utentes afetou significativamente a eficiência operacional do serviço de Oftalmologia, expressa em centenas de dias de trabalho desperdiçados e frequente reorganização das agendas clínicas. Evidencia-se a necessidade de adotar estratégias preventivas e de otimização de procedimentos internos que promovam uma gestão mais eficiente, melhorando o desempenho do serviço e consequente acesso ao mesmo.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia – RACS

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.







