Artes e intervenções urbanas entre esferas materiais e digitais: tensões legal-ilegal
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.2015217.01Palavras-chave:
cidade, arte urbana, vandalismo, ciberespaço, etnografiaResumo
Este texto aborda formas diversas de expressão das artes do e no urbano, entre as fronteiras do legal e do ilegal, entre os ambientes presencial e “virtual”. O eixo central de reflexão deste artigo apoia-se na tensão entre as usuais classificações do que é considerado arte e vandalismo na esfera das galerias, museus e escolas, assim como nos fluxos das artes de rua. A proposta do texto é identificar de que forma o poder público e as instâncias de regulação urbana têm encontrado maneiras tanto de incorporar essas artes e intervenções urbanas, quanto de criar instâncias regulatórias para coibir e ordenar esse fenómeno. Através da observação direta da ação dos writers em Lisboa, pode-se perceber que a arte urbana opera como ato de emancipação, seja na feição de um tag, um mural, um graffiti, seja em num mero escrito urbano. Conclui-se que legal e ilegal atuam como esferas classificatórias e disciplinadoras exteriores às práticas efetuadas pelos próprios artistas urbanos.