Caminhando através de trilhas fechadas: reflexão sobre objetos nunca ou quase nunca estudados na antropologia brasileira
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.2015217.05Palavras-chave:
trabalho de campo, etnografia, emoção, alteridadeResumo
A opção que realizei na minha carreira de estudar objetos raramente abordados pela antropologia brasileira gerou a necessidade de problematizar tanto a definição do objeto quanto do locus de pesquisa, e uma permanente atenção sobre dois aspetos do fazer etnográfico. O primeiro tem a ver com as interações entre o racional e o emocional na definição de nossas agendas de pesquisa. O segundo prende-se com a preocupação com os seus efeitos sobre a perspetiva antropológica quando a alteridade é secundarizada face ao crescimento da realização de autoetnografias. Neste artigo desenvolvo estas questões a partir de quatro diferentes situações de campo.

