Causas do colonialismo português em África, 1822-1975

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1998146.13

Palavras-chave:

império português em África, motivos da colonização, benifícios financeiros das colónias, Acto Colonial de 1930

Resumo

Os motivos da construção do império português em África variaram substancialmente ao longo do período analisado neste artigo. Entre 1822 e 1892 os governos de Lisboa defenderam os interesses em África sem grandes benefícios económicos, mas também sem grandes custos. Neste período a colonização terá tido razões de natureza essencialmente política. A partir da pauta de 1892, tornada possível pela definição de fronteiras que a antecedeu, as colónias africanas passaram a render divisas estrangeiras à economia portuguesa. Neste artigo defende-se que os benefícios financeiros das colónias foram de tal magnitude que ultrapassaram eventuais efeitos negativos da colonização de África para a economia portuguesa. Para além disso, aqueles benefícios terão constituído um motivo para os governos portugueses apostarem cada vez mais nas colónias africanas. As ligações económicas de Portugal às colónias recrudesceram e ganharam novos contornos com o Acto Colonial de 1930 e só viriam a esmorecer na década de 60, com a cada vez maior ligação de Portugal às economias europeias e das colónias ao resto do mundo. A abertura do império ao exterior foi também acompanhada da liberalização do comércio no interior do império, a partir da criação do espaço económico português, em 1962. Tais transformações, associadas ao desgaste provocado pelas guerras de independência, formam o cenário do fim do império, em 1975.

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Publicado

1998-06-30

Como Citar

Lains, P. (1998). Causas do colonialismo português em África, 1822-1975. Análise Social, 33(146_147), 463–496. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1998146.13