Droga e toxicodependência nas representações de párocos e médicos
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1998145.02Palavras-chave:
representações sociais, droga e toxicodependência, párocos, médicosResumo
Neste artigo expõe-se uma pesquisa que teve como objectivo analisar as representações sociais da droga e da toxicodependência em dois grupos relevantes no controle social deste fenómeno: os párocos e os médicos. Neste âmbito recorreu-se à teoria sócio-psicológica das representações sociais, sendo estas operacionalizadas através de um compósito de conceitos (ancoragens, objectivação e atitudes sociais) e de técnicas (qualitativas e quantitativas). Orientada pela tipologia analítica de Moscovici, a pesquisa procurou observar o estatuto mais rigidificado ou mais polémico das representações sociais da droga naqueles dois grupos. As conclusões mostram que o objecto-droga se configura como representação hegemónica tanto em párocos como em médicos, observando-se ainda algumas matizes representacionais mais ambivalentes circunscritas estritamente a médicos.

