Portugal na periferia do centro: mudança social, 1960 a 1995

Autores

  • António Barreto Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1995134.01

Palavras-chave:

evolução da sociedade portuguesa, demografia, padrões sociais e culturais, desenvolvimento económico

Resumo

Durante as últimas três décadas e meia, a sociedade portuguesa teve uma evolução rapidíssima, particularmente visível na demografia, nos comportamentos sociais e nas expectativas. A partir dos anos 60 e de modo ainda mais acelerado depois da fundação da democracia (1974-1976) e após a adesão à Comunidade Europeia (1985), a sociedade portuguesa foi-se aproximando dos padrões demográficos, sociais e culturais dominantes nos restantes países europeus. Portugal começou a ser uma sociedade plural e aberta. Ao mesmo tempo, com a unificação do mercado e do «sistema nacional» e com a «desruralização», os tradicionais dualismos regionais esbateram-se consideravelmente, sendo hoje mais marcadamente sociais e económicos. À rápida evolução social, cultural e das expectativas não correspondeu, todavia, um desenvolvimento semelhante da economia e das estruturas produtivas. Pertencendo ao mais importante centro económico e político (Europa ocidental e Atlântico Norte), Portugal é também o seu mais periférico país. Esta situação cria um desequilíbrio essencial entre capacidades limitadas e expectativas ilimitadas.

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Publicado

1995-12-29

Como Citar

Barreto, A. (1995). Portugal na periferia do centro: mudança social, 1960 a 1995. Análise Social, 30(134), 841–855. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1995134.01

Edição

Secção

Artigos