As correntes emigratórias portuguesas no século XX e o seu impacto na economia nacional

Autores

  • Maria Ioannis B. Baganha Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1994128.09

Palavras-chave:

emigração em Portugal, correntes migratórias, impacto da emigração na economia, sancionamento político

Resumo

Em Portugal a emigração é um fenómeno permanente desde há alguns séculos, mas as correntes migratórias que a constituem são temporárias e apresentam características específicas. Variaram as regiões de origem e de destino que intervieram no processo, assim como foi diversa a composição e o impacto demográfico, social e económico dos sucessivos fluxos migratórios. Diverso foi também o sancionamento político a que os fluxos foram sujeitos e a experiência de vida dos migrantes envolvidos. Este trabalho começa por apresentar uma síntese das diversas correntes que se observam ao longo do século XX e por analisar o peso relativo dos diversos factores que estão na base da diversidade verificada, para seguidamente abordar de uma forma mais detalhada o sancionamento político e o impacto da emigração na economia nacional da década de 60. Da análise feita resultam, como principais conclusões, que existiu um sancionamento político efectivo dos fluxos migratórios durante o Estado Novo e que, devido às características profissionais dos migrantes, o crescimento económico dos anos 60 não deve ter sido prejudicado pelas saídas verificadas durante o período, dado que a percentagem de pessoal científico e técnico na população activa era, comparativamente com outros países europeus, demasiado escassa para enquadrar uma força de trabalho industrial superior à existente.

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Publicado

1994-09-30

Como Citar

B. Baganha, M. I. . (1994). As correntes emigratórias portuguesas no século XX e o seu impacto na economia nacional. Análise Social, 29(128), 959–980. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1994128.09