Pátios e vilas de Lisboa, 1870-1930: a promoção privada do alojamento operário

Autores

  • Nuno Teotónio Pereira Arquitecto

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1994127.03

Palavras-chave:

industrialização, Lisboa, habitação da classe operária, vilas operárias, pátios

Resumo

A partir dos meados do século XIX, um lento processo de industrialização vai provocando a concentração em Lisboa da mão-de-obra operária. A população da cidade aumenta, mas também se modifica a respectiva composição em estratos diferenciados. Uma classe operária começa a emergir. Para as necessidades de alojamento daquela, o próprio sistema encontra os mecanismos próprios, que rasgam avenidas e urbanizam novos bairros. Mas da habitação das então chamadas classes laboriosas ninguém cuida: as famílias operárias vêem-se então obrigadas a procurar alojamento em espaços desocupados ou velhos pardieiros arruinados, onde improvisam elas próprias precárias habitações, mediante o pagamento de uma renda ao proprietário. É assim que surgem os pátios. Com o incremento da indústria, acompanhado pelo das obras públicas e da própria construção civil, as necessidades crescentes de mão-de-obra intensificam o processo de urbanização e o afluxo de populações à capital. Com este desenvolvimento, provocado pelo aumento de uma procura cada vez mais intensa, aparece uma nova forma de promoção imobiliária, com a construção de conjuntos habitacionais precários e de alta densidade, dando origem, nos finais de Oitocentos, às vilas operárias. De uma configuração muito diversificada, adaptada às dimensões do lote, ao relevo e à relação com o espaço público, as vilas alastram nos primeiros anos do século actual, localizando-se nas franjas periféricas da cidade, em terrenos de pouca valia, muitas vezes insalubres. É o estudo destas tipologias que constitui o objecto da comunicação.

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Publicado

1994-06-30

Como Citar

Teotónio Pereira, N. (1994). Pátios e vilas de Lisboa, 1870-1930: a promoção privada do alojamento operário. Análise Social, 29(127), 509–524. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1994127.03