O povo como sujeito político
DOI:
https://doi.org/10.31447/202290Palavras-chave:
republicanismo, populismo, democracia, jornalismoResumo
Os apelos ao “bom povo republicano”, a retórica antioligárquica, a idolatria dos chefes e, sobretudo, a demagogia, têm sido apontados como traços que denunciam um viés populista do Partido Republicano Português. A indefinição teórica e metodológica em torno do conceito de populismo não tem contribuído para a compreensão do lugar ocupado pelo republicanismo português no processo de democratização da sociedade portuguesa. Neste artigo pretendo realçar que, na viragem do século xix para o século xx, o sector republicano radical se destacou na consolidação da corrente demoliberal – desde logo, pelo recurso singular a formas de comunicação política que apresentaram a atividade política com um âmbito mais alargado, inclusivo e participado, contribuindo para conceber o povo como sujeito político.