Camponeses, mediadores e Estado
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1993122.02Palavras-chave:
patrocinato, mediação clientelar, comportamento dos camponeses, relações dos mediadores face aos clientesResumo
Apresentadas e questionadas as principais posições correntes sobre o patrocinato, o autor, com base em dados colhidos em documentação histórica local e em trabalho de campo em duas aldeias minhotas, assume que a mediação clientelar constitui um dos princípios estruturantes da acção social, relevando, em particular, a sua validade heurística e explicativa do comportamento predominantemente passivo, evasivo e «conservador» dos moradores, designadamente camponeses. As relações diádicas, verticais e assimétricas dos mediadores face aos seus clientes são analisadas em termos de fases de resistência - incorporação, manutenção, diluição ou perda de autonomia local face às instituições munícipo-estatais e, consequentemente, do papel mutável dos patronos ou mediadores no quadro de uma dinâmica competitiva e integradora.

