A (socio)economia da agricultura portuguesa nos anos 80: factos e ideias
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1993121.01Palavras-chave:
agricultura portuguesa, integração na Comunidade Europeia, política agrícola comumResumo
Neste artigo discutem-se os contributos de algumas correntes de pensamento julgadas mais representativas das diferentes posições que, ao longo dos anos 80, se foram esboçando na análise das trajectórias possíveis e desejáveis para a(s) agricultura(s) e agricultores portugueses. O pano de fundo do debate são os desafios colocados pela integração de Portugal na Comunidade Europeia numa fase em que os principais fundamentos económicos e doutrinários da política agrícola comum foram postos em causa. As correntes de pensamento analisadas divergem fortemente entre si ao pronunciarem-se sobre as virtualidades dos diferentes tipos de unidades produtivas e de agentes que dão vida à agricultura portuguesa. Essas divergências entroncam no accionamento de quadros teórico-metodológicos muito diversos, mas que talvez partilhem uma característica comum: todos atravessam uma fase de transição e perplexidade, onde não há ainda lugar para respostas seguras e definitivas. Esta mesma atitude é assumida pelo autor deste artigo, sem, no entanto, se eximir a manifestar os seus próprios pontos de vista e juízo crítico.

