Letras, artes e boas maneiras: a educação feminina das classes dominantes
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1993120.01Palavras-chave:
educação feminina, classes superiores, LisboaResumo
Duas tradições teóricas dominantes encontram-se à disposição de quem pretenda analisar a educação feminina das classes superiores: por um lado, as correntes que perspectivam a educação enquanto produto de classe; por outro, as teorias que revelam a educação enquanto produto sexualmente diferenciado. Após demonstrar as insuficiências de cada uma destas perspectivas, a autora põe à prova, através de um estudo empírico, a pertinência de um enquadramento teórico integrador de ambas as correntes. A análise empírica incide sobre as práticas de educação feminina, desde a infância até ao final da adolescência, em vigor no meio social dominante de Lisboa durante algumas décadas.

