Revoltas e revoluções: a resistência das elites provinciais
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1993120.03Palavras-chave:
Monarquia Católica, descontentamento político, tensões políticasResumo
Neste artigo, o autor procura, partindo do exemplo das tensões políticas no seio da Monarquia Católica, em meados do século XVII, estabelecer uma tipologia, quer dos factores geradores de descontentamento político, quer das formas de o manifestar. O objectivo é o de mostrar como, numa sociedade de estados (Ständegesellschaft) - em que grupos sociais diversos tinham não apenas estatutos políticos diversos, mas ainda auto-representações diferentes das suas normas de conduta política -, um conceito globalizante de «descontentamento político», de «revolta» ou de «revolução», frequente, por exemplo, na historiografia que projecta sobre o passado a mitologia «nacional», é inoperacional.

