Emprego juvenil e mudança social: velhas teses, novos modos de vida
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1991114.04Palavras-chave:
entrada na vida profissional e activa, inserção profissional dos jovens, transição para a vida adulta, novos modos de vidaResumo
Recentes transformações na estrutura ocupacional e no perfil sectorial do emprego têm induzido importantes modificações nas modalidades de entrada na vida profissional e activa. Contudo, as formas de transição para a vida adulta aparecem também associadas à emergência de novos modos de vida, cujos conteúdos, natureza e diversidade parecem tornar obsoletas as velhas teses que procuram interpretar as dificuldades de inserção profissional de uma forma assaz economicista e, não raramente, caindo em despropositados abusos de generalização, ao tomarem os jovens como um conjunto homogéneo. É o caso da tese estruturalista da inadequação da escola ao trabalho ou da tese da alergia dos jovens ao trabalho. Para fugir a tais abusos de generalização, o autor propõe uma tese bastante menos assertiva em relação àquilo que os jovens possam ter de comum no que respeita a algumas das suas atitudes e representações: a tese das reacções diferenciadas dos jovens em relação ao trabalho, ao emprego e ao desemprego, tanto mais que, perante os novos cenários de mudança, associados às transformações socieconómicas e à emergência de novos modos de vida, as velhas teses parecem revelar-se cada vez mais desajustadas à nova realidade dos factos.

