Políticas culturais e juventude
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1991114.05Palavras-chave:
aproximação entre investigação e intervenção, debate entre intervencionismo e liberalização, políticas culturais de juventudeResumo
Nos recentes trabalhos produzidos no âmbito dos organismos internacionais vocacionados para os temas em causa neste artigo tornou-se recorrente a referência a uma necessária e crescente aproximação entre a investigação e a intervenção. Naturalmente que este processo de aproximação entre os dois domínios - investigação e intervenção - não está isento de obstáculos. Não raro os políticos se retraem porque os trabalhos de investigação se afastam dos sectores que mais directamente lhes interessam e desanimam os investigadores porque as decisões daqueles ignoram as suas conclusões. Mas, quando se trata da intervenção do Estado, estas dificuldades entre políticos e investigadores constituem apenas um aspecto específico de um debate mais vasto, sempre latente, o clássico debate sobre as relações Estado/sociedade civil ou, noutros termos, o debate entre intervencionismo e liberalização. A autora abre esta reflexão sobre políticas culturais de juventude com uma breve panorâmica acerca das actuais tendências do referido debate.

