O proteccionismo como ideologia radical

Autores

  • Maria Fátima Bonifácio

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988103.04

Palavras-chave:

cartistas, setembristas, livre-cambismo, protecionismo

Resumo

Os cartistas passaram à História como adeptos e praticantes do livre-cambismo, ou seja, como adversários das pautas e aliados servis da Inglaterra; e os setembristas, como intrépidos proteccionistas e defensores firmes da autonomia e independência nacionais. Não é exagero afirmar que, na prática e na realidade, o contrário se verificou. A falsificação desta história já foi operada na época. Quem leia os periódicos setembristas fica convencido de que a esquerda tinha eternamente a combater e a denunciar uma vasta e permanente conspiração dos cartistas visando o sinistro objectivo de abolir as pautas e repetir um novo 1810. O setembrismo apropriou-se delas e transformou-as no pedestal da independência e no símbolo da nacionalidade. A historiografia contemporânea veio depois a ratificar este equívoco histórico. O propósito do presente artigo é explicar como e porquê ele se gerou.

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Publicado

1988-12-30

Como Citar

Bonifácio, M. F. . (1988). O proteccionismo como ideologia radical. Análise Social, 24(103_104), 1017–1036. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988103.04

Edição

Secção

ESTUDOS DE HISTÓRIA DA SOCIEDADE PORTUGUESA