Capital simbólico e memória institucional – a Universidade no século XIX

Autores

  • Maria Eduarda Cruzeiro

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988101.01

Palavras-chave:

Universidade de Coimbra, reformas do constitucionalismo monárquico, reforma de 1772

Resumo

Num trabalho anterior, a autora mostrou, em relação à Universidade de Coimbra no século XIX, como o molde institucional forjado pela reforma pombalina perdurara como quadro organizativo fundamental no qual as reformas do constitucionalismo monárquico se inscreveram. Na própria natureza da reforma setecentista, bem como nas condições especiais da sua realização, se procurou, em parte, a razão para uma tal durabilidade. O que se faz no presente artigo é o prolongamento dessa análise. Dá-se aqui conta dos indícios que apontam para uma outra forma de perdurabilidade da espectacular acção reformadora de 1772: conservada nos «fastos» da Universidade, ela subsistiu na memória institucional como uma acção gloriosa, constituindo-se num capital simbólico variado e frequentemente utilizado nas estratégias de defesa, valorização e auto-consagração desenvolvidas pela Universidade de Coimbra ao longo do século XIX.

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Publicado

1988-09-30

Como Citar

Cruzeiro, M. E. . (1988). Capital simbólico e memória institucional – a Universidade no século XIX. Análise Social, 24(101_102), 593–607. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988101.01

Edição

Secção

Artigos