Entender o actual processo de «terciarização»: das teses às dúvidas
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.1988101.05Palavras-chave:
terciarização, sociedades contemporâneas, progresso e modernizaçãoResumo
A crescente terciarização dos países avançados constitui um dos traços mais marcantes da actualidade. Aparentemente incontroversa, esta afirmação não deixa de se revelar paradoxal se a analisarmos com algum cuidado: como é possível que um dos processos considerados centrais não só para a caracterização, mas também para o progresso e a modernização das sociedades contemporâneas, se baseie num conceito - o de terciário - definido de forma residual e, para mais, abarcando actividades muito heterogéneas? Por outras palavras, será que o «resto» ocupa agora uma posição nuclear, abandonando o estatuto subalterno que tradicionalmente lhe tem sido atribuído, para conquistar um papel de relevo na explicação dos mecanismos que modelam as sociedades actuais? £, em caso afirmativo, qual a génese e o significado dessa mudança?

