Família e trabalho doméstico no hinterland de Lisboa: Oeiras, 1763-1810

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.198797.07

Palavras-chave:

estruturação do mercado de trabalho, trabalho doméstico não familiar, formas de reprodução do trabalho, relações sociais

Resumo

Este artigo pretende compreender as formas de estruturação do mercado de trabalho a partir do estudo da composição socioprofissional de uma freguesia dos arredores de Lisboa. Numa primeira abordagem salienta-se a importância quantitativa do trabalho doméstico não familiar desempenhado por criados. O trabalho prestado a troco de uma remuneração constituía, assim, uma parcela significativa do conjunto da mão-de-obra, sem que as actividades produtivas deixassem de ser exercidas no interior do grupo doméstico. As características distintivas do trabalho doméstico em relação aos outros sectores da força de trabalho são objecto de análise num segundo momento. Apresentam-se igualmente as razões que tornavam económica e socialmente justificável a utilização do trabalho doméstico na produção agrícola e artesanal, além da influência desta opção nas formas de reprodução do trabalho e nas relações sociais. Por último, abordam-se as transformações que, no início do século XIX, explicam a quebra no número de trabalhadores domésticos e a feminização deste sector da força de trabalho.

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Publicado

1987-06-30

Como Citar

Ferreira da Silva, Álvaro. (1987). Família e trabalho doméstico no hinterland de Lisboa: Oeiras, 1763-1810. Análise Social, 23(97), 531–562. https://doi.org/10.31447/AS00032573.198797.07

Edição

Secção

ESTUDOS DE HISTÓRIA ECONÓMICA DE PORTUGAL NO SÉCULO XIX