O processo de democratização em Portugal: uma tentativa de interpretação a partir de uma perspectiva sistémica
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198795.02Palavras-chave:
Portugal, transição de regime, diferenciação política, regime autoritário, regime democráticoResumo
A problemática deste artigo constrói-se à volta do ponto seguinte: na transição de um regime autoritário para um regime democrático, a questão central é a da variedade política crescente e de a capacidade do novo sistema integrar este regime superior de complexidade. Neste estudo, o autor propõe-se analisar alguns aspectos do caso português, a partir de 1974, numa perspectiva a que chama de diferenciação política. A situação pós-autoritária introduz um leque mais largo de possibilidades políticas. As forças sociais que dificilmente puderam exprimir-se no regime anterior irão agora, e durante um período mais ou menos longo, precipitar-se na arena política (ou até construir novas arenas políticas...). Estas forças dirigirão ao novo regime político, o qual não teve ainda tempo para se institucionalizar, exigências que serão normalmente intensas. O que há de verdadeiramente importante neste processo é o facto de estas reivindicações se tornarem fontes políticas do regime em formação.

