Exportações portuguesas, 1850-1913: a tese da dependência revisitada

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.198691.07

Palavras-chave:

economia portuguesa, 1850-1913, exportações, sector agrícola

Resumo

Este artigo tem como principal objectivo mostrar que o relativo insucesso do sector exportador português, na segunda metade do século XIX, se deveu essencialmente à sua fraca capacidade de resposta relativamente ao estímulo dos mercados externos. O autor defende que a economia portuguesa poderia ter beneficiado, ao longo do período de 1850-1913, de um crescimento sustentado do sector agrícola de exportação, e que esse crescimento teria sido possível se tivesse havido uma adaptação às modificações operadas nos mercados mundiais de produtos alimentares sensivelmente a partir da década de 1880. Este argumento baseia-se na constatação de que a procura mundial de produtos semelhantes aos que Portugal exportava cresceu de forma satisfatória no período considerado, e no pressuposto de que o crescimento de um sector agrícola de exportação moderno teria sido a melhor forma de tirar partido do tipo de dotação de recursos da economia portuguesa, tendo em conta a sua posição na economia mundial.

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Publicado

1986-06-30

Como Citar

Lains, P. (1986). Exportações portuguesas, 1850-1913: a tese da dependência revisitada. Análise Social, 22(91), 381–419. https://doi.org/10.31447/AS00032573.198691.07

Edição

Secção

Estudos e Notas