A lógica da consolidação da economia de mercado em Angola, 1930-1974
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198585.03Palavras-chave:
economia de Angola, política colonial portuguesa, 1930-1974, economia de mercado, consolidação da economiaResumo
Tem sido comummente defendida a tese de que a economia de Angola, nos últimos quarenta anos da sua existência como economia colonial, não evoluiu segundo um processo lógico, mas sim como resultado dum encadeamento de factos mais ou menos aleatórios, essencialmente porque a economia e a política colonial portuguesa, pela sua fraqueza e dependência, não estavam em condições de seguir um modelo de exploração colonial. Uma certa distância no tempo, que permite abarcar toda a evolução do período nos seus traços essenciais, e uma análise dos dados socieconómicos disponíveis, se bem que insuficientes, parecem contradizer uma tal tese. É esta a posição defendida pelo autor deste artigo que, com base na análise dos factores de produção, capital, terra e trabalho, ao longo do processo por que passou a economia em Angola de 1930 a 1974 e da forma como Portugal foi resolvendo os impasses que iam surgindo, demonstra a existência de uma lógica que, afinal, orientaria a política económica adoptada para as colónias e teria servido para a consolidação de uma economia de mercado em Angola.

