O MUNAF, o PCP e o problema da estratégia revolucionária da Oposição, 1942-47

Autores

  • David L. Raby Universidade de Toronto

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.198484.05

Palavras-chave:

implantação do Partido Comunista, oposição ao Estado Novo, 1942-1947, estratégia oposicionista

Resumo

Foi a segunda guerra mundial que criou as condições de unidade da oposição no Portugal de Salazar e também as duma resistência activa até certo ponto. As mesmas condições que facilitaram a implantação do Partido Comunista como uma força importante e a intensificação das greves e protestos populares também criaram uma disposição favorável à unidade na acção contra o regime em muitos sectores da oposição, antes dispersos. Neste texto é estudado esse momento da Oposição ao Estado Novo - o de 1942-47 - elegendo-se, dentro dele, como objecto privilegiado de análise o problema da estratégia oposicionista que surge circunscrito entre dois pólos: o da estratégia putschista, defendida pelos que viam nas Forças Armadas o elemento decisivo de ruptura do regime e o da insurreição popular, teorizada pelo PCP, assente no desenvolvimento das reivindicações económicas e sociais através da luta de massas. Entre estes dois pólos, as posições de ambiguidade e compromisso a que o estudo também dá relevo. Fazendo uma exposição clara de certas posições fundamentais em presença e retratando, de modo genérico, com base num correcto tratamento do discurso político explícito, os debates ocorridos, este artigo, apesar de se apresentar algo circunscrito nas fontes que utiliza, expõe, num panorama de carência geral de estudos sobre um tema tão importante, uma primeira formulação da polémica oposicionista do período da guerra.

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Publicado

1984-12-31

Como Citar

L. Raby, D. (1984). O MUNAF, o PCP e o problema da estratégia revolucionária da Oposição, 1942-47. Análise Social, 20(84), 687–700. https://doi.org/10.31447/AS00032573.198484.05

Edição

Secção

Estudos e Notas