As mulheres, a maternidade e a posse da terra no alto Minho

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.198480.04

Palavras-chave:

mulher na sociedade camponesa, Alto Minho, acesso à terra

Resumo

Baseado em trabalho de campo realizado entre 1978-1980, o presente texto estuda, numa perspectiva socioantropológica, a posição da mulher na sociedade camponesa do alto Minho. Segundo o autor, o acesso à terra é a medida que determina o decorrer da vida de cada jovem mulher - até recentemente, sem terra não havia casamento. Deste modo verifica-se a existência de uma desigualdade relativamente à maternidade: Por um lado temos as Patroas, cuja maternidade é redimida pelo sacramento do casamento e é assemelhada à da Nossa Senhora. Elas têm uma posição de poder sobre a sua propriedade e sobre os seus familiares e partilham com os seus maridos do prestígio da casa. Por outro lado, temos as mães solteiras, cuja maternidade é associada à dos animais e cuja sexualidade é vista como descontrolada e, portanto, eventualmente nociva. Elas não têm poder sobre propriedade ou sobre os seus familiares, que tendem a espalhar-se, e formam o escalão mais baixo da sociedade local.

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Publicado

1984-03-30

Como Citar

de Pina-Cabral, J. (1984). As mulheres, a maternidade e a posse da terra no alto Minho. Análise Social, 20(80), 97–112. https://doi.org/10.31447/AS00032573.198480.04

Edição

Secção

Artigos