Formas de produção e estatutos de trabalho na agricultura portuguesa

Autores

  • Fernando Ribeiro Mendes Instituto Superior de Economia
  • Afonso de Barros Centro de Estudos de Economia Agrária do Instituto Gulbenkian de Ciência

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.198375.03

Palavras-chave:

produção agrícola, sector agrícola na economia, trabalho em agricultura, actividade agrícola profissionalizada

Resumo

A discussão teórica sobre modalidades de integração-subordinação do sector agrícola à economia de sede urbana-industrial tem sido preferencialmente conduzida em termos de intensificação dos fluxos de bens e serviços entre o sector agrícola e o resto da economia. O presente texto procura alargar, para o caso português, a óptica de análise, sustentando ser pela via da força de trabalho que as modalidades de integração da agricultura no desenvolvimento capitalista de sede urbana se têm fundamentalmente estruturado. Identificada a dimensão relativa das diversas formas de produção agrícola em função do tipo de força de trabalho utilizado, procura dar-se conta do relevo da pluriactividade e/ou plurirrendimento como manifestações centrais de modalidades dessa integração. A partir daqui, é redistribuída a questão do trabalho em agricultura, problematizando-se a utilização das categorias analíticas correntes e ensaiando-se correcções e estimativas que dêem conta da diversidade de estatutos que ele assume. Conclui-se que a análise desses estatutos não pode ser conduzida somente ao nível de processos de trabalho, devendo enriquecer-se pela introdução da dimensão do trabalhador, expressa designadamente no recuo da actividade agrícola profissionalizada e no concomitante reforço da actividade agrícola complementar.

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Publicado

1983-03-31

Como Citar

Ribeiro Mendes, F., & de Barros, A. (1983). Formas de produção e estatutos de trabalho na agricultura portuguesa. Análise Social, 19(75), 57–78. https://doi.org/10.31447/AS00032573.198375.03

Edição

Secção

Artigos