A Revolução de 9 de Setembro de 1836: a lógica dos acontecimentos
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198271.02Palavras-chave:
oposição liberal, golpe de Estado, liberalismo radical, Revolução de 1936Resumo
O artigo descreve e analisa a lógica dos acontecimentos que, desde a Convenção de Évora-Monte em Maio de 1834 até à reabertura das Cortes prevista para Setembro de 1836, levou a oposição liberal (futuros setembristas), a conceber, e por fim a executar, uma estratégia de golpe de Estado. Com efeito, as características do sistema político em vigor, impedindo qualquer possibilidade de alternância no poder, ditariam a adopção daquela estratégia como único meio de o alcançar. As Guardas Nacionais, em cujo seio se organizam os activistas do liberalismo radical, congregam e dirigem, em colaboração com os clubes políticos, o movimento popular que legitimaria o derrube do gabinete do Duque da Terceira, a abolição da Carta Constitucional outorgada por D. Pedro em 1826 e a proclamação da Constituição de 1822.
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