Taylor no Purgatório: o trabalho operário na metalomecânica pesada
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198271.04Palavras-chave:
metalomecânica pesada, trabalho operário, processo produtivo, processo de trabalhoResumo
Acompanhando quase 30 anos da evolução do trabalho operário na metalomecânica pesada, o autor procura responder nomeadamente às seguintes questões: que características assumem tanto a mecanização e automação como a «organização científica do trabalho» neste tipo de indústria; quais as suas incidências sobre a composição profissional, sobre o conteúdo do trabalho, sobre o nível e a natureza da qualificação operária; como reagem os operários à mecanização e taylorização do trabalho; quais os factores - técnicos, económicos, sociais - que mais jogam quer na adopção de novas máquinas e técnicas quer na aplicação dos princípios de Taylor? Se a indústria de grande série é a história da desqualificação e da desapropriação do operário profissional, se é a história da agonia e morte da identidade do ofício, a indústria por unidade e em pequena escala é sobretudo a história de uma «guerrilha» permanente, aberta ou subterrânea, entre as exigências de valorização do capital e as de valorização do capital profissional operário que nem a máquina nem os princípios de Taylor conseguiram destruir por completo. O estudo da metalomecânica pesada permite assim reconstituir no contexto da grande indústria e sob uma forma moderna o que foi um dos aspectos centrais do conflito que opôs patrões e trabalhadores ao longo da industrialização: o do controlo real sobre o processo produtivo e de trabalho.
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