Trabalho cooperativo numa aldeia do Norte de Portugal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31447/AS00032573.198270.02

Palavras-chave:

trabalho cooperativo, comunidades mediterrânicas, estrutura social, trabalho gratuito recíproco, debulhas dos cereais

Resumo

Subjacente à análise dum determinado tipo de festa de trabalho está o problema de saber em que medida certos dados históricos locais podem ser utilizados para completar e ampliar o estudo das relações sociais da actualidade. Um segundo problema, mais geral, a ter em conta diz respeito à importância da história e do método comparativo para o estudo das comunidades especificamente mediterrânicas. Embora na fase actual da sua pesquisa o autor possa apenas sugerir pistas de análise, os problemas levantados neste artigo são problemas de fundo numa área da antropologia que tem de facto à sua disposição um vasto conjunto de arquivos, tanto locais como nacionais. A questão implícita no exame que o autor faz neste artigo da estrutura das jornadas de trabalho cooperativo numa aldeia portuguesa é a seguinte: perante os dados etnográficos relevantes e os factos significativos da história recente, terá esta comunidade alguma vez, no seu passado, sido tão igualitária quanto hoje parece ser? E esta primeira pergunta suscita uma outra: em que medida é que mesmo as comunidades ibéricas mais visivelmente «igualitárias» tiveram qualquer espécie de estratificação? Estas questões obrigaram a coligir e analisar dados de base local de tal modo que se tornasse possível fazer uma comparação pormenorizada entre comunidades mediterrânicas específicas, uma tarefa reconhecidamente ausente dos estudos sobre o Mediterrâneo, fio tratamento destas questões o autor teve em atenção dois elementos da estrutura social duma comunidade portuguesa: o primeiro, o trabalho gratuito recíproco e as debulhas dos cereais em Agosto, como ilustrações de um sistema de relações igualitárias entre «iguais» da aldeia, e, em segundo lugar, dois tipos de dados históricos que fornecem provas da existência, pelo menos em tempos recuados, dum sistema social estritamente hierarquizado e estratificado.

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Publicado

1982-03-31

Como Citar

O’Neill, B. J. (1982). Trabalho cooperativo numa aldeia do Norte de Portugal. Análise Social, 18(70), 7–34. https://doi.org/10.31447/AS00032573.198270.02

Edição

Secção

Artigos