O processo inflacionário português
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198270.03Palavras-chave:
inflação portuguesa, políticas anti-inflacionárias, desenvolvimento económicoResumo
Este trabalho apresenta-se determinado pela conclusão central de um anterior estudo do autor publicado no n.° 63 de Análise Social, «Teorias explicativas da inflação: apreciação crítica», de acordo com o qual a inflação corresponderia a uma manifestação estrutural das actuais condições de reprodução do capitalismo, fazendo-se sentir de forma desigual, à escala mundial, segundo uma hierarquia fundamentalmente determinada pelos graus de desenvolvimento económico dos diversos países. Defendendo que a inflação portuguesa se conforma particularmente bem àquela determinação estrutural, o autor procurou e terá encontrado factores específicos em actuação no processo inflacionário português susceptíveis de darem um contributo adicional à refenda explicação, fundamentalmente: um défice orçamental particularmente elevado (de incidência inflacionária apesar de tudo discutível, tendo em conta a dificuldade em admitir um excesso da procura em Portugal, mecanismo de transmissão através do qual, a ser relevante, deveria actuar); um peso elevadíssimo dos impostos indirectos na carga tributária (situação aliás verificável na generalidade dos países de processos inflacionários intensos). Pronunciando-se seguidamente sobre as políticas anti-inflacionárias, o autor termina defendendo que o desenvolvimento económico constituiria o único meio de alteração da posição relativa de Portugal no processo inflacionário mundial.
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