Os tipógrafos e o despontar da contratação colectiva em Portugal (II)
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198270.06Palavras-chave:
indústria tipográfica portuguesa, relações laborais, estabelecimento do contrato colectivo, acção sindical, paralisação dos jornais lisboetasResumo
Constituindo a segunda e última parte de um trabalho que historia as relações laborais na indústria tipográfica portuguesa e a acção desenvolvida pelos tipógrafos na luta pelo estabelecimento do contrato colectivo, o presente texto foca o ciclo de acção sindical iniciado pela paralisação dos jornais lisboetas em 1904 e que termina nas vésperas da instauração da Ditadura em Maio de 1926. A agitação social coincidente e subsequente à implantação da República, bem como o ímpar surto inflacionário de 1916-1923, vão suscitar uma forte vaga reivindicativa e organizativa entre os tipógrafos, tal como, aliás, entre outros sectores do operariado. A conquista pioneira das oito horas de trabalho obtida pelos gráficos (1915) e a assinatura do primeiro contrato colectivo durável (1919) são os factos mais relevantes deste período. Esboça-se, então, em Portugal um sistema de relações laborais próprias do liberalismo moderno, sistema que não viria a ter continuidade com a Ditadura.
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