Integração dos factores ecológicos no planeamento do desenvolvimento económico
DOI:
https://doi.org/10.31447/AS00032573.198165.05Palavras-chave:
ecologia, conflito entre economia e ecologia, ambiente social e económico, sistema de planeamentoResumo
A ecologia suscita no público um interesse crescente; grito de alarme dos amigos da natureza e dos biólogos, campanhas de anti-poluição, primeiras tomadas de consciência populares, etc. Partindo da convicção de que a ecologia, sobretudo a ecologia humana, é «obra ou processo de síntese, pois que, quer nas ideias, quer nas ocorrências reais, a totalidade ecológica contemporânea exige a consideração simultânea de todos os seus aspectos e a colaboração de diferentes disciplinas científicas», o autor equaciona neste texto as várias questões que nesta sua perspectiva «integrada, dinâmica e humanista» poderão introduzir um debate sobre o tema. Assim: a) O conflito entre a economia e a ecologia resumir-se-ia, em grande parte, a um problema de sobrexploração. O dilema é grave: abolir a técnica seria um crime, mantê-la no estado actual conduziria ao suicídio colectivo. A única solução será uma mentalidade nova, de raiz ecológica, integrando as duas componentes, b) A longo prazo, os interesses da ecologia e da economia serão convergentes e só haverá contradição entre as duas na medida em que confrontarmos o lucro a curto prazo com o bem estar a longo prazo, c) O ambiente social e económico do homem é um delicado e complexo sistema em equilíbrio. Quando este equilíbrio é alterado os efeitos podem ser irreversíveis, d) As análises de impactes são o instrumento mais correcto de que se dispõe para avaliar no presente os efeitos potenciais das políticas e projectos sectoriais, bem como das acções das empresas privadas, sobre o meio ambiente, e) O sistema de planeamento deveria, assim, atender a estas questões e contemplar uma óptica de desenvolvimento a longo prazo e com ampla participação das populações.
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