Olho seco: abordagem terapêutica

  • Andreia Soares Barroso Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
  • Luis Torrão
Palavras-chave: olho seco, classificação, epidemiologia, diagnóstico, tratamento

Resumo

Resumo

Introdução: O olho seco é uma doença multifatorial onde há inflamação da superfície ocular e aumento da osmolaridade do filme lacrimal, podendo ser classificada com base na etiologia, mecanismos e estadio da doença. É uma doença comum que afeta principalmente o sexo feminino e acarreta elevada morbilidade, sobretudo nas formas graves da doença.

Objetivo: O objetivo principal deste trabalho consiste numa revisão bibliográfica das modalidades terapêuticas, de forma a identificar qual o tratamento mais eficaz consoante o estadio da doença.

Métodos: Efetuou-se uma revisão de artigos publicados na literatura científica, após seleção criteriosa na PubMed e UpToDate.

Resultados: A história clínica é fundamental para o diagnóstico, assim como outros testes que avaliam a superfície ocular e a estabilidade do filme lacrimal. As lágrimas artificiais são o tratamento de primeira linha para olho seco ligeiro a moderado. A higiene palpebral é útil no olho seco por perda evaporativa, mas para estados hipossecretores graves prefere-se uma terapia de conservação de lágrimas. O tratamento anti-inflamatório mostrou benefício terapêutico em todos os estadios da doença, por isso é considerado indispensável ao tratamento. O consumo de ácidos gordos ómega-3 é aconselhável, principalmente em doentes com disfunção meibomiana associada.

Conclusões: O tratamento é altamente variável, desde a suplementação única com lágrimas artificiais até a um algoritmo terapêutico complexo. Atualmente várias questões permanecem em aberto quanto à toxicidade a longo prazo e efetividade de alguns regimes terapêuticos. No futuro, a biologia molecular e a genética poderão oferecer um melhor entendimento fisiopatológico da doença, o que ajudará na tomada de decisão clínica.

Biografia do Autor

Andreia Soares Barroso, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

2012–Presente: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

Estágio clínico no Serviço de Medicina Interna do Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, integrado nos Estágios Médicos em Férias, organizados pela Associação Nacional de Estudantes de Medicina (2016);


Estágio clínico em Doenças Infecciosas no Hospital da Santa Casa da Misericórdia, Vitória, Brasil (2017);

Membro da organização não governamental de defesa dos direitos da criança no mundo (Save The Children);

Membro da Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (HELPO).

Publicado
2019-07-03
Secção
Artigos de Revisão