Pseudotumor Cerebri Pediátrico: Um Estudo Multicêntrico

  • Joana Figueiredo Braga Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho
  • Sónia Torres Costa Hospital de S.João
  • Olinda Faria Hospital de S. João
  • Dália Meira Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia / Espinho
  • Jorge Breda Hospital S. João
Palavras-chave: pseudotumor cerebri, pediátrico, hipertensão intracraniana, obesidade, papiledema

Resumo

Objetivo: Descrever uma população com Síndrome Pseudotumor Cerebri (SPTC) pediátrico, o seu diagnóstico diferencial, perfil clínico, fatores associados e tratamento.

Métodos: Trata-se de uma análise retrospetiva dos registos clínicos de casos de internamento pediátrico no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho e Hospital de S.João, no período de Janeiro de 2006 a Dezembro de 2016, com o diagnóstico de papiledema e pseudotumor cerebri sujeitos a avaliação oftalmológica. O SPTC foi diagnosticado segundo os critérios clássicos (1937) e os critérios revistos por Friedman et al (2013). Os doentes foram divididos segundo a idade em dois grupos: crianças (<10 anos) e adolescentes (10 a 18 anos).

Resultados: Obtiveram-se 41 casos de papiledema, 18 (43,9%) com diagnóstico de SPTC, 29,3% de lesão ocupante de espaço, 12,2% de causa infeciosa, 7,3% causa estrutural e 7,3% por trombose de seio venoso central. O sexo masculino foi mais prevalente no grupo das crianças (71,4%) e o feminino no grupo dos adolescentes (63,6%). A obesidade demonstrou-se mais prevalente no grupo de adolescentes (55,6% vs 0%). Sintomas de hipertensão intracraniana estiveram presentes em 88,9% dos casos. Todos os doentes foram tratados com acetazolamida e 80% demonstrou resolução do papiledema aos 12 meses.

Conclusão: A SPTC foi uma causa frequente de papiledema na nossa população pediátrica, mais prevalente em crianças de sexo masculino e adolescentes de sexo feminino. A obesidade parece estar associada a SPTC, particularmente em adolescentes.

Biografias do Autor

Joana Figueiredo Braga, Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho
Interno em Formação Específica de Oftalmologia no Departamento de Oftalmologia do CEntro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho
Sónia Torres Costa, Hospital de S.João
Interna de formação especifica de oftalmologia no Hospital de S. João
Olinda Faria, Hospital de S. João
Assistente Hospitalar Graduado no serviço de Oftalmologia no Hospital de S. João
Dália Meira, Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia / Espinho
Assistente Hospitalar Graduado no serviço de oftalmologia do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia / Espinho
Jorge Breda, Hospital S. João
Assistente Hospitalar Graduado no serviço de oftalmologia do Hsopital de S.João
Publicado
2019-10-16
Secção
Artigos originais