A NATO e a Força Aérea Portuguesa
Resumo
Neste artigo é analisada a evolução da NATO e da Força Aérea Portuguesa, e são referidos, de forma breve, os problemas que ambas as instituições tiveram que enfrentar ao longo dos últimos quarenta e sete anos da sua existência.
A Força Aérea vai nascer em 1952, como Ramo das Forças Armadas, no mesmo ano em que se reúne em Lisboa o Conselho do Atlântico, donde resultaram decisões de grande importância em termos de eficácia da própria Aliança.
Como país periférico, Portugal desempenha um papel potencial muito importante, no seu contributo para a ligação entre os Continentes europeu e americano, sendo relevante no apoio à estratégia do reforço rápido. As operações portuguesas em África não permitiram a prestação de um contributo real com forças, para a defesa integrada, o mesmo não se verificando no âmbito das infraestruturas de apoio.
Na segunda metade da década de 70 a participação da Força Aérea passa a ser muito mais activa, tanto na atribuição de meios, como na incorporação da doutrina e das normas de padronização, ou cormo na participação da decisão conjunta, ao nível das suas competências próprias: A inclusão de Portugal na defesa aérea integrada da NATO e os contributos para a instrução de pilotagem, assim como a integração na Força AEW, são exemplos da intensificação daquela participação.